O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, intensificou neste domingo (26) uma rodada de articulações diplomáticas para evitar o colapso do frágil cessar‑fogo mediado pelo Paquistão e enfrentar a escalada de agressões promovidas pelos Estados Unidos e por Israel desde fevereiro. A ofensiva diplomática inclui conversas diretas com Qatar, Arábia Saudita e Turquia, além de novas reuniões emergenciais em Islamabad, capital do Paquistão, que atua como mediador.
O primeiro diálogo foi com o primeiro‑ministro e chanceler do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Araghchi destacou a necessidade de “consultas contínuas e coordenação regional” para sustentar as iniciativas de paz e conter o conflito desencadeado após o assassinato do líder iraniano, ayatollah Seyyed Ali Khamenei, e de altos comandantes militares, no ataque lançado por Washington e Tel Aviv em 28 de fevereiro. Al Thani afirmou que Doha está disposta a atuar ativamente na mediação.
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Em seguida, Araghchi conversou com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al Saud. Ele detalhou o quadro das negociações entre Teerã e Washington, que seguem travadas pela postura intransigente dos Estados Unidos, acusados pelo Irã de impor “demandas maximalistas” para prolongar sua presença militar na região. O chanceler saudita recebeu o informe e discutiu os impactos da guerra para a estabilidade de toda a Ásia Ocidental.
O ministro também telefonou para Hakan Fidan, chanceler da Turquia, ampliando a tentativa de costurar uma frente diplomática paralela à pressão militar exercida pelos EUA. Segundo fontes iranianas, o objetivo é evitar que o cessar‑fogo temporário – em vigor desde 8 de abril – se dissolva antes de produzir avanços concretos.
Irã volta ao Paquistão e se prepara para viajar a Moscou
Araghchi retornou a Islamabad para sua segunda visita em dois dias, reforçando consultas com mediadores paquistaneses. Antes disso, esteve em Omã para uma reunião com o sultão Haitham bin Tariq. Após a rodada no Paquistão, ele deve seguir para Moscou, num esforço de consolidar apoio internacional contra a ofensiva norte‑americana.
A movimentação intensa revela que, diante da agressão EUA‑Israel, a diplomacia iraniana tenta articular soluções regionais, preservando soberania e evitando que a guerra atinja escala ainda maior.




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