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discurso de Flávio Bolsonaro
Na Bahia Farm Show, candidato do neofascismo brasileiro apelou e defendeu castração química. Foto: Reprodução Youtube
BRASIL

Flávio foge de escândalo com papo de castração

Bolsonaro tenta esconder o pix do banqueiro com falso moral

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a apelar para o endurecimento da legislação penal durante discurso na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, na terça-feira (9). A fala desesperada ocorreu em meio à pressão sobre sua pré-campanha após a revelação de mensagens em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a realização do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

No evento voltado ao agronegócio, Flávio afirmou que uma eventual gestão sua adotaria medidas como a redução da maioridade penal e a castração química para condenados por crimes sexuais. O senador também voltou a associar facções criminosas ao terrorismo, uma das bandeiras que passou a usar com mais força nas últimas semanas.

“Nós, juntos, vamos libertar o povo brasileiro desse poder paralelo desses narcotraficantes. Nós vamos reduzir a maioridade penal. A gente vai aprovar a castração química para estuprador. É assim que bandido vai ser tratado”, declarou.

As falas integram uma ofensiva do senador na área de segurança pública, tema tratado como uma das principais vitrines de sua pré-campanha ao Palácio do Planalto. O movimento ganhou força depois da repercussão das mensagens envolvendo Vorcaro, que financiou a produção sobre o ex-presidente.

Flávio também tem buscado explorar a relação com o governo dos Estados Unidos. Em maio, esteve em Washington para defender, junto a integrantes da gestão Donald Trump, a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

No discurso na Bahia, o senador voltou a chamar as facções de “narcoterroristas” e prometeu ação dura em uma eventual gestão de direita.

“Nós vamos libertar cada baiano que hoje mora numa área dominada por esses narcoterroristas, porque esses marginais tem até o final do ano para meter o pé do Brasil, porque senão ou eles vão ser presos ou vão ser neutralizados. Vamos voltar a ter ordem na Bahia”, disse.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca. Foto: reprodução

Além da pauta penal, Flávio fez acenos ao agronegócio, público predominante na feira. O senador criticou o governo federal e afirmou que produtores rurais seriam tratados como prioridade em uma eventual volta do bolsonarismo ao poder.

“Vocês carregam esse Brasil nas costas e não merecem ter um presidente que trata o agro como se fossem fascistas, como se fossem bandidos”, afirmou.

O parlamentar também prometeu ampliar o crédito rural e defender os interesses do setor. “A partir de janeiro do ano que vem, o agro vai voltar para a Presidência da República. Tem que garantir financiamento barato para o agro. Tem que fazer de tudo para honrar cada um de vocês, que alimentam mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo”, declarou.

Em tom de campanha, Flávio ainda tentou se aproximar do eleitorado baiano, em um estado governado pelo PT há anos e historicamente favorável ao partido em disputas nacionais. “Eu quero cada um de vocês do meu lado este ano e do lado desse time, dessa seleção que está aqui nesse palco hoje, para a gente libertar a Bahia e libertar o Brasil”, disse.

Ao associar segurança pública, agro e críticas ao PT, o senador busca reorganizar sua pré-campanha após o desgaste causado pelo caso Vorcaro. “Nós vamos libertar a Bahia e vamos estender a mão para o povo trabalhador”, afirmou.

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