O governo federal inicia nesta segunda-feira (24) uma força-tarefa nacional para coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas. São 334 pontos de coleta nas 27 unidades da Federação. A campanha, organizada pelo Ministério da Justiça em parceria com as secretarias de segurança pública, vai até sexta-feira (28). É a quarta edição da mobilização. A lista de pontos está disponível no site do ministério.
Confira 👉 aqui os pontos de coleta.
A ideia é simples. Familiares de pessoas desaparecidas doam material genético. Esse DNA é cruzado com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas ou mortas, sem identidade conhecida, que estão em bancos de dados estaduais, distrital e nacional. Se houver correspondência, a instituição responsável entra em contato com o familiar doador.
Quem pode participar
Devem comparecer aos pontos de coleta, preferencialmente, familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida: pai, mãe, irmãos ou filhos. É necessário apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento — número, estado de registro e delegacia onde foi feito.
A coleta é gratuita e indolor. O Ministério da Justiça descreve a campanha como “uma ferramenta a mais para localização de pessoas desaparecidas, e uma chance para famílias que ainda não tenham doado o seu material genético”.
Por que importa
No Brasil, três em cada dez desaparecidos são crianças ou adolescentes. Movimentos como Mães da Sé, Mães em Luta, Instituto Mercia Nakashima e Abrace lutam há anos por respostas. A coleta de DNA é a única tecnologia capaz de identificar restos mortais e conectar famílias a pessoas encontradas sem identidade. É a diferença entre o luto sem fim e a possibilidade de fechar um ciclo.
