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fraude da Dona Maria
Dona Maria é mais do que uma fraude, é uma versão digital do golpismo neofascista que ainda ameaça o Brasil. Foto: Reprodução Redes Sociais
BRASIL

Dona Maria é uma fraude neofascista

"Idosa negra" espalha fake news e fatura com BETs

A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar os perfis da “Dona Maria”, uma personagem gerada por inteligência artificial (IA) que virou o novo brinquedo da extrema-direita. A boneca digital, que simula uma idosa negra, é usada para disparar ataques contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e espalhar desinformação grosseira. O criador da fraude, Daniel Cristiano, fatura alto enquanto confunde o eleitorado com uma falsa aura de sabedoria popular.

Com mais de 730 mil seguidores no Instagram, além de presença no TikTok, YouTube e X, a “Dona Maria” é uma usina de fake news. Os partidos denunciam que a personagem espalhou mentiras como a suposta “tributação para catadores de latinha”, delírio já desmentido, mas que segue circulando nas bolhas reacionárias. Embora o perfil tenha admitido ser IA no primeiro vídeo, as postagens seguintes escondem o fato, enganando milhares de cidadãos que acreditam estar ouvindo uma senhora real.

O lucro por trás do ódio digital

A representação destaca que a picaretagem não é apenas ideológica, mas comercial. O perfil oferece parcerias e anúncios, lucrando com a monetização de seguidores e promovendo casas de apostas e cursos de IA. É o capitalismo de plataforma em sua face mais perversa: usa-se a imagem de uma mulher negra — grupo historicamente oprimido — para sustentar narrativas que beneficiam justamente quem trabalha para manter as desigualdades.

fraude da Dona Maria

Perfis de Dona Maria em várias plataformas. Foto: Processo judicial Federação Brasil da Esperança

O TSE foi provocado a identificar os financiadores dessa estrutura e suspender os perfis imediatamente. Em ano eleitoral, o uso de IA sem aviso claro e a reiteração de mentiras configuram crimes que a Justiça Eleitoral não pode ignorar. A “Dona Maria” não é uma vovó inofensiva; é um algoritmo treinado para corroer a democracia e engordar a conta bancária de operadores da desinformação. A Frente Livre seguirá cobrando: quem paga pela ração dessa inteligência artificial seletiva?

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