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general francês Trump
General Richoux ao vivo: "Ele quer nossa ajuda? Francamente, ele pode ir se fod..." Foto: Reprodução Vídeo Twitter
GEOPOLÍTICA

General francês manda Trump se foder ao vivo

Crise em Ormuz amplia fissuras entre aliados ocidentais

Um general francês da reserva reagiu com dureza ao pedido de Donald Trump por apoio europeu na crise do Estreito de Ormuz. Em programa ao vivo na TV francesa LCI, Nicolas Richoux disse que o presidente dos Estados Unidos “deu um tiro no próprio pé” ao hostilizar aliados e depois cobrar ajuda para enfrentar a escalada com o Irã.

A fala, reproduzida na imprensa europeia, resumiu a irritação de parte das elites militares do continente com a política externa de Washington. Richoux afirmou que Trump quis “invadir um país ligado à União Europeia, a Groenlândia, e agora precisa dos mesmos aliados que desprezou”. Em seguida, segundo a gravação, concluiu: “Ele pode ir se foder”.

Europa rejeita o custo da aventura americana

A reação do general expressa uma divisão crescente entre os Estados Unidos e seus parceiros europeus. Nos últimos meses, Trump também voltou a ameaçar a Groenlândia sob o argumento de segurança nacional, o que elevou o atrito com a Dinamarca e outras capitais europeias. A resposta do militar francês mostra que a confiança na liderança americana está em baixa.

A crítica não se limita ao insulto. Ela aponta para um problema mais profundo: Washington quer mobilizar aliados para sustentar uma política de força no Oriente Médio, mas já vinha tensionando a relação com a própria Europa. Em vez de cooperação, o que aparece é desgaste, desconfiança e recusa.

Ormuz vira palco da disputa imperial

A crise no Estreito de Ormuz também expõe a lógica imperial da política americana. Ao pressionar países europeus a se envolverem em uma rota estratégica para o comércio global de energia, Trump tenta repartir os custos de uma escalada que foi alimentada pelos próprios Estados Unidos.

Do outro lado, a resposta europeia revela que nem todos estão dispostos a comprar essa guerra. A fala de Richoux, ainda que em tom vulgar, traduz uma verdade política incômoda para Washington: a ofensiva contra o Irã cobra caro até dos aliados, que preferem se afastar do risco a entrar numa aventura comandada pelos EUA.

A cena reforça o isolamento crescente de Trump e mostra que a crise em Ormuz não é apenas militar. Ela também é diplomática e revela o desgaste de uma ordem ocidental cada vez mais fraturada.


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