Teerã e Washington – O Irã afirmou ter lançado uma nova onda de mísseis contra instalações de inteligência em Israel, atingindo alvos em Tel Aviv, Ramat Gan e Beersheba. A ofensiva ocorreu em meio à escalada militar no Oriente Médio e ampliou o impacto do conflito sobre os mercados internacionais de petróleo.
Segundo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, os ataques atingiram “centros seguros” de inteligência do regime israelense e romperam sistemas de defesa aérea em camadas. O comunicado iraniano também afirmou que a ofensiva provocou pânico em Israel e levou à suspensão de uma sessão do Parlamento. Teerã disse ainda que as forças armadas continuam respondendo à agressão conjunta de Israel e Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o mercado financeiro voltou a operar no limite entre guerra e especulação. Investidores movimentaram milhões de dólares em contratos no mercado futuro de petróleo poucos minutos antes de Donald Trump anunciar que os Estados Unidos haviam tido “conversas muito boas e produtivas” com o Irã. A declaração derrubou o preço do petróleo em cerca de 14% em minutos. Ou seja, quem havia apostado na queda, lucrou muitas centenas de milhões de dólares.
A suspeita é de uso de informação privilegiada, o que é crime financeiro, e existe a hipótese de o próprio Donald Trump estar envolvido.
Guerra, mercado e manipulação
A Casa Branca afirmou que não tolera qualquer autoridade lucrando ilegalmente com informação confidencial. Mas a suspeita de operações fora do padrão permanece. No mesmo dia em que o mercado reagiu à postagem de Trump, o Irã negou a existência de negociação com Washington e classificou a informação como fake news.
A guerra real e a guerra do preço
O conflito, portanto, não afeta apenas Tel Aviv, Isfahan ou Beersheba. Ele também derruba bolsas, movimenta petróleo, altera o preço dos combustíveis e abre espaço para especulação em escala global. Cada anúncio, cada ameaça e cada ataque passa a ter efeito imediato sobre o mercado.
A ofensiva iraniana contra instalações de inteligência israelenses e a movimentação suspeita de investidores antes da fala de Trump revelam a mesma lógica: a guerra virou instrumento de poder militar, político e financeiro. E, como sempre, quem paga a conta são os povos e os trabalhadores.






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