Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

preço do petróleo
Foto: Freepik
GEOPOLÍTICA

Irã ameaça, Trump pisca e petróleo cai abaixo de US$ 100

Mercado reage a suspensão de ataques contra refinarias iranianas

O preço do petróleo voltou a recuar nesta segunda-feira (23) e o barril do tipo Brent, com vencimento em junho, foi negociado abaixo de US$ 100 após o anúncio de Donald Trump de que suspendeu temporariamente ataques à infraestrutura energética do Irã. A decisão foi apresentada pelo presidente dos Estados Unidos como um gesto ligado a conversas “muito boas e produtivas” com o governo iraniano sobre uma saída para as hostilidades no Oriente Médio. O Irã negou haver qualquer negociação. Simplesmente ameaçou bombardear fontes de energia na Ásia Ocidental, se os EUA ousarem atacar sua infra-estrutura elétrica.

O movimento, porém, não significa estabilidade. O mercado abriu o dia pressionado pelas tensões geopolíticas e chegou a registrar alta de cerca de 2% nas primeiras horas, com o Brent em US$ 108,53. Ao longo da manhã, a cotação perdeu força e caiu para US$ 96,79, voltando ao patamar inferior a US$ 100 depois de dias de forte oscilação. Na semana anterior, o contrato chegou a bater US$ 119, em clara demonstração de como a guerra segue ditando os preços.

Guerra, chantagem e petróleo

A oscilação do barril mostra que o petróleo continua sendo usado como instrumento de pressão política e militar. Trump havia dado no sábado um ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz em 48 horas, sob ameaça de bombardear instalações energéticas. O Irã respondeu afirmando que atacaria a cadeia de suprimento de eletricidade dos EUA e de países da região que abriguem bases americanas.

O contexto também deixa claro que a chamada trégua não resolve o problema de fundo. Os primeiros ataques ao Irã, em 28 de fevereiro, ocorreram em meio a negociações que aconteciam em Bruxelas, na Bélgica. Ou seja, mesmo quando havia diálogo em curso, isso jamais foi garantia de que Washington respeitaria qualquer “adiamento” ou interromperia a escalada militar.

Hormuz concentra o risco global

O principal ponto de atenção continua sendo o Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Qualquer ameaça à circulação nessa passagem estratégica repercute imediatamente nos mercados internacionais e amplia a insegurança sobre abastecimento, preços e inflação. O Irã fechou o estreito à navegação de petroleiros americanos ou aliados de Israel.

Embora o anúncio de Trump tenha provocado alívio momentâneo nas cotações, o cenário segue instável. A disputa não é apenas sobre barris de petróleo, mas sobre controle geopolítico, soberania e pressão imperial sobre uma região já devastada por guerras e bloqueios.


Leia as notícias sobre a Guerra do Irã

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57