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GEOPOLÍTICA

Intimação de Alexandre de Moraes nos EUA tem a ver com o dólar

Por trás da cortina, há uma orquestração política para frear o avanço de um novo sistema de pagamentos liderado por Lula no BRICS

A recente intimação judicial expedida pela Justiça da flórida contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não passa de uma tolice, juridicamente insustentável. Essa é a leitura de juristas renomados como Wálter Maierovitch, que classifica a ação como “tecnicamente bisonha” e uma clara demonstração de ignorância sobre o funcionamento institucional do Estado brasileiro.

Para entender a farsa, é fundamental compreender a diferença entre a atuação de um indivíduo e a de um agente do Estado. Quando Alexandre de Moraes determina o bloqueio de perfis em redes sociais ou qualquer outra medida, ele o faz no papel de magistrado, julgando a demanda de alguém que alega ter tido seus direitos constitucionais feridos. Suas decisões são institucionais, representam o Supremo Tribunal Federal em litígios contitucionais, e não atos pessoais passíveis de processamento individual em outro país.

Trump, Bolsonaro e o ataque à democracia brasileira

Por trás dessa tentativa de descredibilizar Moraes e o judiciário brasileiro, está uma estratégia mais ampla da extrema direita global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende abertamente Jair Bolsonaro e se manifesta contra o sistema judiciário brasileiro. Essa “defesa” não é mera coincidência; é parte de um plano coordenado. Bolsonaro não só é dócil aos EUA a ponto de, mesmo no exercício da Presidência da República, ter prestado continência à bandeira norte-americana. Mas também de defender os interesses americanos em fóruns como os BRICS, grupo inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — mas hoje ampliado com Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O novo cenário global: a verdadeira ameaça para eles

Neste exato momento, Lula articula o desenvolvimento do sistema de pagamentos do BRICS. Ou seja, o comércio entre esses países não envolverá mais o dólar. Desta forma, a moeda norte-americana, que hoje é considerada a mais segura do mundo, perderá o status. Consequentemente, o governo dos EUA deixará de ter a prerrogativa de emissor infinito de moeda, como é atualmente, e isso lhe impedirá de manter gastos militares astronômicos e insustentáveis sem o financiamento global. Em resumo, é o começo do fim do império americano.

A conexão é direta: enquanto Bolsonaro enfrenta investigações cruciais no Brasil – que inviabilizam sua participação política -, Trump surge como um arauto da “liberdade” para seu aliado. Por trás da narrativa de perseguição, há a verdadeira razão: interessa aos EUA tirar Lula do poder e o entregar a seu sabujo mais fiel, Bolsonaro. Isso implodiria o avanço dos BRICS. 

O que se vê, portanto, é uma guerra ideológica, onde a extrema direita utiliza qualquer artifício – por mais “bisonho” que seja – para defender seus interesses e barrar o progresso social e a emancipação dos povos.

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