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Irã mísseis Israel EUA guerra
Captura de tela de uma filmagem gerada por usuários e postada nas redes sociais mostra as ogivas secundárias do míssil Khaybar sobre os territórios ocupados por Israel em 6 de março de 2026.
GEOPOLÍTICA

Irã impõe derrotas a Israel e EUA em nova ofensiva

Mísseis driblam Domo de Ferro; Irã prevê guerra prolongada

As Forças Armadas do Irã intensificaram drasticamente a Operação Promessa Verdadeira 4, impondo derrotas simultâneas aos sistemas de defesa de Israel e à presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira (6), a força aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou ondas de mísseis balísticos pesados e enxames de drones suicidas que perfuraram o Domo de Ferro, atingindo o centro de Tel Aviv e forçando o recuo de um porta-aviões americano no Mar de Omã.

A ofensiva expôs a vulnerabilidade das defesas ocidentais. Utilizando mísseis Khayber equipados com ogivas de fragmentação (submunições) e os superpesados Khorramshahr-4, o Irã conseguiu saturar e burlar sete camadas de interceptação israelense. Os alvos incluíram o Aeroporto Ben-Gurion e a base do Esquadrão 27 da Força Aérea de Israel. Paralelamente, a Marinha da IRGC atacou o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln com drones avançados. A embarcação americana, que tentava controlar o Estreito de Ormuz, foi forçada a fugir em alta velocidade, recuando mais de mil quilômetros de sua posição original.

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O Irã afirma que mísseis Khorramshahr-4 atingiram Tel Aviv, o Aeroporto Ben Gurion e uma base aérea israelense na mais recente onda de ataques. Foto: Arquivo

Guerra prolongada e o recuo americano

Os ataques iranianos são uma retaliação direta ao massacre promovido pelo eixo Washington-Tel Aviv, que incluiu o bombardeio a uma escola primária na cidade de Minab, matando 171 crianças, e o afundamento da fragata iraniana Dena, que deixou mais de 120 marinheiros mortos. O porta-voz da IRGC, brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini, afirmou que o país está preparado para uma “guerra prolongada” e alertou que as atuais investidas representam apenas uma fração do poderio militar iraniano, prometendo o uso de novas tecnologias e “golpes dolorosos” nas próximas fases.

A escalada também soterrou qualquer possibilidade de diálogo com a atual administração americana. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, revelou que o país negociava em Genebra com enviados do presidente Donald Trump quando os ataques dos EUA e de Israel começaram.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

Em entrevista, Araghchi rechaçou qualquer temor de uma invasão terrestre americana, afirmando que as tropas iranianas estão prontas e que tal movimento seria “um grande desastre” para os Estados Unidos. O saldo da retaliação iraniana já contabiliza bases americanas atingidas no Golfo Pérsico, a derrubada de um caça F-15E e centenas de baixas entre as forças agressoras.

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