O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o pronunciamento do 7 de Setembro, em cadeia nacional de rádio e televisão, para defender a soberania nacional e as riquezas do Brasil para o povo brasileiro. Gravado no Palácio da Alvorada e autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o discurso de cerca de três minutos e quarenta segundos foi ao ar no domingo (6). Sem citar diretamente os Estados Unidos ou Donald Trump, Lula respondeu ao tarifaço com uma mensagem clara: o Brasil não é colônia de ninguém.
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Soberania é defender o que é nosso
“Defender a independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia”, disse o presidente logo no início. O discurso colocou as riquezas nacionais no centro da defesa da independência. “Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e a maior fonte de água doce. No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo. Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou. Lula lembrou ainda o marco legal dos minerais críticos aprovado no Congresso Nacional, que permite ao país transformar as reservas em “desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro”, em vez de exportá-las como matéria-prima.
Pronunciamento à Nação: 7 de Setembro https://t.co/6wrej4qdi2
— Lula (@LulaOficial) September 6, 2026
O recado ao imperialismo
A mensagem mais forte foi uma resposta direta ao tarifaço. “Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos e não seremos colônia de ninguém”, declarou. E completou: “Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.
Enquanto o bolsonarismo usou o 7 de Setembro para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e blindar o candidato Flávio Bolsonaro, Lula usou a data para defender o que é do povo. “Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros”, disse. O presidente citou ainda a Amazônia, a biodiversidade e a liderança na transição energética, e defendeu que o brasileiro tenha “mais tempo para si mesmo e para sua família” — uma menção indireta ao fim da escala 6×1. Para Lula, independência é “viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com mais direitos para todos, e menos privilégios”. O contraste não poderia ser maior: de um lado, o golpismo; do outro, a soberania a serviço do povo brasileiro.






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