O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu sua agenda oficial na China na terça-feira (13) com o anúncio de R$ 27 bilhões em investimentos chineses no Brasil. Além de firmar 20 acordos de cooperação, Lula defendeu o multilateralismo, rechaçou pressões geopolíticas e reiterou a necessidade de reformas na governança global para enfrentar desafios como as guerras, o clima e a desigualdade.
Os investimentos anunciados envolvem setores como infraestrutura, energia limpa, mobilidade, comércio eletrônico e tecnologia. Durante o encerramento da visita, Lula destacou que a China já retirou 800 milhões de pessoas da extrema pobreza e se tornou “a novidade econômica e tecnológica do século 21”. “Assim olhamos a China, e assim a China olha o Brasil”, afirmou.
Lula foi enfático ao dizer que o fortalecimento das relações com a China não significa enfraquecer laços com os Estados Unidos ou a União Europeia. Ressaltou que o Brasil mantém relações comerciais com ambos e que seu governo trabalha também pela consolidação do Acordo Mercosul-União Europeia.
Em coletiva, o presidente comentou ainda o incômodo causado por cláusulas do acordo Reino Unido-EUA que visam excluir a China das cadeias produtivas. Defendeu que o Brasil mantenha soberania para regular o funcionamento das redes sociais, após questionamentos da primeira-dama Janja Lula da Silva sobre o papel do TikTok na segurança de mulheres e crianças. Segundo ele, Xi Jinping se comprometeu a enviar representantes da plataforma para dialogar com autoridades brasileiras.
[DETALHES]
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China investirá R$ 27 bi em projetos no Brasil
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Acordos envolvem hidrogênio verde, SAF, semicondutores, mineração e logística
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Lula defendeu governança global efetiva para garantir paz e enfrentar a crise climática
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Críticas à ONU: “Foi capaz de criar Israel, mas não de assegurar o Estado Palestino”
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Citação direta a Trump: elogiou defesa da paz na Ucrânia, mas criticou silêncio sobre Gaza
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Lula rechaça que o Brics quer “brigar com o dólar”, mas defende alternativas monetárias
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Apelo contra decisões unilaterais que ignoram instituições multilaterais
[Pontos-chave da visita de Lula à China]
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R$ 27 bilhões em investimentos chineses confirmados
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20 acordos de cooperação assinados
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Compromissos com infraestrutura, energia limpa, tecnologia e transporte
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Crítica ao modelo de governança global pós-Segunda Guerra
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Propostas para fortalecer Brics, Celac e protagonismo do Sul Global
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Encontro com Xi Jinping reafirma relação estratégica
Fonte: Agência GovBR






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