Los Angeles – A 98ª edição do Oscar, realizada neste domingo (15), encerrou a trajetória do cinema brasileiro na temporada sem estatuetas. O filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi derrotado nas principais categorias da noite. O prêmio de Melhor Filme ficou com “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, enquanto a consagração individual foi marcada pela vitória histórica de Michael B. Jordan como Melhor Ator por seu papel duplo em “Pecadores”.
A disputa pela principal categoria da premiação refletiu o momento político global. “Uma Batalha Após a Outra” acompanha um ex-revolucionário que volta ao confronto para proteger a filha, abordando temas como autoritarismo, racismo e o avanço do conservadorismo nos Estados Unidos.
Já na categoria de Melhor Filme Internacional, o Brasil foi superado pela produção norueguesa “Valor Sentimental”, um drama familiar focado no reencontro de duas irmãs com o pai cineasta.
Atuação inédita e representatividade
O grande destaque nas categorias de atuação foi Michael B. Jordan. Aos 39 anos, ele se tornou o primeiro ator a vencer o Oscar interpretando um papel duplo. Em “Pecadores”, um thriller de terror sobrenatural dirigido por Ryan Coogler e ambientado no Mississippi de 1932, Jordan deu vida aos gêmeos Smoke e Stack. O feito técnico de contracenar consigo mesmo rendeu ao ator o reconhecimento máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Em seu discurso, Jordan agradeceu à mãe e homenageou atores negros que pavimentaram seu caminho na indústria, como Sidney Poitier e Denzel Washington. Apesar da derrota de “O Agente Secreto”, que também concorria a Melhor Ator com Wagner Moura e Melhor Elenco, a presença do longa que desnuda a aliança do empresariado com a ditadura militar brasileira reafirmou a força do cinema nacional, mantendo o país em evidência após a vitória de “Ainda Estou Aqui” no ano anterior.






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