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O MBL espalhou outdoors pelas maiores cidades para encorajar buscas no Google. Leia aqui o perfil do candidato. Foto: Reprodução Redes Sociais
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Quem é Renan Santos? A Justiça não deixou apagar o estupro

MBL é o jardim de infância do fascismo e Renan é o aluno destaque

Os outdoors surgiram primeiro. Grandes, coloridos, espalhados nas capitais brasileiras, com a foto de um homem jovem de sorriso ensaiado e uma pergunta: “Quem é Renan Santos?” A pegada é de marketing digital de primeira linha. A pergunta não espera resposta. Espera busca. Quer que o eleitor digite o nome no Google, encontre o site, assista ao vídeo, siga o perfil, engula a narrativa. É SEO vestido de outdoor, artimanha de agência de publicidade aplicada à engenharia eleitoral. E funcionou. Renan Santos aparece nas pesquisas de intenção de voto com índices surpreendentes para um candidato de partido recém-fundado: 6% no cenário estimulado, 11% entre eleitores de alta renda, acima de Zema e Caiado no segmento de quem ganha mais de cinco salários mínimos. A pergunta, porém, permanece. Quem é Renan Santos? A Frente Livre vai responder. Segue o fio.

Renan Santos, 42 anos, é empresário, ativista político, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014, e fundador do Partido Missão, oficializado em 2024 com mais de 800 mil assinaturas. Natural de São Paulo, ingressou no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação. Sua família manda em Vinhedo, no interior paulista. No domingo (20), o Missão antecipou a convenção e o oficializou como candidato à Presidência da República, em formato online e sem transmissão, supostamente por orientação da equipe de segurança, que alegou ameaças de facções criminosas. Renan afirmou ter interrompido agenda no Ceará após receber ameaças de duas facções. A formalização permite que a Polícia Federal atue na segurança do evento nacional de lançamento, previsto para 1º de agosto. O homem que quer presidir o Brasil não consegue circular sem escolta.

Aqui na Frente Livre costumamos dizer que o MBL é o jardim de infância do neofascismo. Não é frase de efeito. É diagnóstico. O MBL nasceu nos protestos de 2013, aqueles que começaram como mobilização legítima por transporte público e foram sequestrados por uma engenharia política que desembocou, três anos depois, no golpe contra Dilma Rousseff em 2016. Desde então, o MBL apoiou Michel Temer, o presidente que entregou o país à reforma trabalhista e ao teto de gastos. Depois apoiou Jair Bolsonaro, o capitão que entregou o país ao genocídio sanitário e ao entreguismo. Agora quer luz própria. Lança candidato próprio. E o candidato é Renan Santos, um nome que consegue ser pior que Flávio Bolsonaro. Sim, pior. Pior que o senador suspeito de rachadinhas, indiciado pela CPMI do INSS, fotografado com sicário de banqueiro corrupto, com áudio pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro e iCloud sendo vasculhado pela Polícia Federal, isso tudo ao mesmo tempo em que entregou o país aos EUA em troca de apoio na eleição, que conspirou contra as empresas nacionais e contra o PIX. Pior que tudo isso.

O vídeo do estupro

Em 2018, Renan Santos subiu no teto de um carro e disse, para uma pequena platéia de jovens homens, o seguinte: “Nós, democraticamente, decidimos que vamos caminhar até o bar Violeta. Ele foi selecionado e negociado pela agente Bárbara Tonelli. Se não formos permitidos de entrar, a Bárbara será estuprada.” A colega em questão é Bárbara Tonelli. A palavra é estupro. A frase é indefensável. A tentativa posterior de enquadrar o episódio como piada de amigos alcoolizados não apaga o essencial: quem flerta com ameaça de estupro para se divertir revela muito mais do que gostaria sobre a própria formação política. E revela, sobretudo, sobre o tipo de homem que se candidata a presidir um país onde uma mulher é estuprada a cada minuto.

O vídeo voltou a circular em março de 2026 porque Renan, Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira passaram a gravar vídeos contra o PL da Misoginia, enviado pelo governo Lula ao Congresso para enfrentar a violência de gênero. A ironia é brutal. O homem que brincou de estupro em cima de carro faz campanha contra a lei que tenta dar nome à violência que mata, humilha e silencia mulheres todos os dias. Não é debate jurídico. É defesa de território. Quando o Estado tenta colocar limite na violência contra mulheres, os mesmos de sempre correm para proteger o direito de continuar abusando da linguagem, do público e da inteligência alheia.

O boletim de ocorrência

Mas o vídeo de 2018 não é o único episódio. Em 2021, uma mulher registrou boletim de ocorrência contra Renan Santos acusando-o de estupro e violência doméstica. O documento existe, está registrado, e o caso não sumiu. Pelo contrário. Em decisões de 12 de maio e 11 de junho de 2026, a Justiça de São Paulo, em primeira e segunda instâncias, negou o pedido do pré-candidato para remover das redes sociais as publicações que mencionam o boletim de ocorrência. Os magistrados entenderam que não estavam presentes os requisitos para a retirada imediata dos conteúdos e destacaram a proteção constitucional à liberdade de expressão, bem como a necessidade de análise mais profunda das provas.

Renan Santos tentou silenciar a internet. A Justiça disse não. O G1, O Globo, o Congresso em Foco e a Revista Oeste, todos veículos que não podem ser acusados de esquerdismo militante, noticiaram a decisão. A assessoria do Partido Missão afirmou que o “episódio em questão diz respeito a um fato já esclarecido”, e que a acusação teria sido posteriormente retratada. O Brasil de Fato, em reportagem de 6 de novembro de 2021, registrou que a modelo que fez a acusação se retratou dois meses depois do BO original, registrando um novo boletim negando os fatos. Segundo a assessoria do MBL, o caso foi encerrado.

Esclarecido ou não, o fato é este: existe um boletim de ocorrência de 2021, registrado por uma mulher, acusando Renan Santos de estupro e violência doméstica. A Justiça não permitiu que ele apagasse isso da internet. E um homem que tem um BO de estupro e violência doméstica no histórico quer presidir o país. Não é o MBL que decide se o caso está esclarecido. É a sociedade que decide se um homem com esse histórico tem autoridade moral para comandar 215 milhões de pessoas, metade das quais são mulheres.

E o padrão é revelador. Em 2018, brinca de estupro em cima de carro. Em 2021, é alvo de BO por estupro e violência doméstica. Em 2026, faz campanha contra a lei de combate à misoginia. Não são episódios isolados. É um padrão. E padrão não é coincidência. É caráter.

A denúncia do Ministério Público

E não é só de estupro que vive o currículo do presidenciável. Em 26 de outubro de 2020, o Ministério Público de São Paulo denunciou Renan Santos por tráfico de influência, fraude em licitação e corrupção. A Folha de S.Paulo, Veja, CartaCapital, G1, Estadão e IstoÉ Dinheiro noticiaram. Para entender o que aconteceu, é preciso seguir o fio da meada, porque o esquema é uma engrenagem de peças que se encaixam.

A primeira peça é a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a IMESP, órgão do governo estadual. Em 2020, o governador de São Paulo era João Dória, do PSDB, aliado político e pessoal do MBL. O MBL apoiou Dória, Dória abriu portas para o MBL. Foi nesse contexto de amizade e troca de favores que o esquema se montou. O presidente da IMESP, nomeado na gestão Dória, era Nourival Pantano Jr. Foi por cima de Pantano que o MBL conseguiu encaixar a segunda peça.

A segunda peça é Alessander Monaco Ferreira, empresário coligado ao MBL. Segundo a denúncia do MP, os integrantes do MBL, em especial Renan Santos, “conseguiram a contratação, através de tráfico de influência política pelo seu Presidente Nourival Pantano Jr., de Alessander Monaco Ferreira na IMESP; em cargo comissionado, sem concurso público.” Ou seja: Renan Santos pediu, Pantano nomeou, Monaco entrou. Sem concurso, cargo de confiança. Cargo comissionado na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, órgão público, pago com dinheiro do contribuinte paulista. Em troca, Monaco fazia doações ao MBL por meio do “SuperChat” do YouTube, aquele recurso de arrecadação ao vivo que o movimento usava para financiar suas atividades.

quem é Renan Santos

Dória com Santos, Kim Kataguiri, Fernando Holiday e o falecido Bruno Covas. Foto: Esquerda Diário

A terceira peça é a fraude. Uma vez dentro da IMESP, Monaco começou a articular fraudes em licitações e contratações de empresas, usando dois expedientes que são as portas dos fundos da contratação pública: a “dispensa de licitação” e a “inexigibilidade de licitação.” São mecanismos legais que permitem ao governo contratar sem licitação em casos específicos, mas que, nas mãos de quem quer fraudar, viram instrumento de favorecimento. Monaco trabalhou, segundo o MP, “no sentido de articular fraudes em licitações e contratações de empresas através de dispensa e inexigibilidade de licitações.”

A quarta peça é a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe, instituição ligada à Universidade de São Paulo. A Fipe foi contratada pela IMESP. E a Fipe, por sua vez, contratou a empresa de Monaco, a Monaco Intelligent, por valores milionários, como retribuição de favor. O dinheiro saía do cofre público estadual, passava pela Fipe e chegava à empresa de Monaco. Daí, fluía para o superchat do MBL. O MP identificou em anotações particulares manuscritas de Monaco um gráfico que mapeava toda a relação com a clareza de um organograma criminoso: “IMESP x FIPE x MBL x Alessander Monaco Ferreira.” A denúncia do MP, datada de 22 de outubro de 2020, afirma que Monaco teria fechado contrato de R$ 8 milhões nesse esquema de fraude.

Em resumo: o MBL usou a influência política que tinha junto ao governo Dória para encaixar um homem seu na IMESP. Esse homem, de dentro do órgão, articulou fraudes em licitações que beneficiaram sua própria empresa, com dinheiro público passando pela Fipe. E em troca, o empresário devolvia parte do lucro ao MBL em doações de YouTube. É o esquema clássico da corrupção: influência vira cargo, cargo vira contrato, contrato vira dinheiro, dinheiro volta como doação. E tudo isso só foi possível porque o MBL tinha acesso ao governo de São Paulo, porque Dória era amigo, porque Pantano era nomeado, e porque a porta dos fundos da IMESP estava aberta.

A Justiça de São Paulo, em decisão do juiz Thiago Baldani Gomes de Filippo, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, aceitou a denúncia contra Monaco em novembro de 2020, mas deixou Renan Santos de fora do processo. Em outubro de 2022, a Justiça rejeitou a denúncia contra os empresários ligados ao MBL, e o próprio MP concordou com a rejeição. Mas o episódio não morreu ali. A Operação Juno Moneta, deflagrada em 2020 para investigar a família de Renan Santos por suspeita de lavagem de dinheiro, foi ampliada em março de 2022, quando o Ministério Público obteve autorização da Justiça para aprofundar as investigações e aguardava o resultado de uma quebra de sigilo ampliada sobre transações financeiras consideradas suspeitas. A família do líder do MBL, que manda em Vinhedo, estava sob investigação por lavagem de dinheiro.

O homem que se apresenta como “terceira via”, como “outsider”, como aquele que “não tem rabo preso com ninguém”, foi denunciado pelo Ministério Público por tráfico de influência e fraude em licitação, teve o nome em esquema de corrupção envolvendo a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, e teve a família investigada por lavagem de dinheiro. O MBL nasceu gritando contra a corrupção e foi denunciado por corrupção antes mesmo de completar seis anos de existência. A “gangue”, como classificou o portal Brasil Sem Medo no mesmo dia da denúncia, “aqui se faz e aqui se paga.”

O cogumelo e a produtividade

Em abril de 2026, Renan Santos admitiu, em entrevista ao colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, que faz uso de psilocibina, substância alucinógena encontrada em cogumelos. A justificativa é digna de startup do Vale do Silício: “Na verdade, eu já fiz uso do cogumelo, da substância do cogumelo, na prática, que é a psilocibina, que um amigo meu tinha dado, para trabalhar mais, para ficar mais produtivo. Tem muita gente no mercado financeiro que usa. Isso é recomendado.” E completou: “Mesmo se eu estivesse fazendo o uso recreativo, não seria problemático.”

O presidenciável que quer “matar bandido como se não houvesse amanhã” admite usar substância alucinógena para “ficar mais produtivo” e não vê problema nisso. A mesma pessoa que diz querer combater o tráfico de drogas explica que o tráfico “não é constituído através da venda de uma substância que dá em qualquer sítio, com o perdão da palavra, no cocô de vaca.” A elegância é condizente com o personagem.

O marqueteiro racista

Em junho de 2026, Eduardo Bisotto, marqueteiro do Partido Missão e do MBL, homem próximo a Renan Santos, viralizou nas redes sociais por comentários racistas contra Vinicius Júnior, atacante da Seleção Brasileira, durante amistoso pré-Copa do Mundo. Em live no YouTube, Bisotto chamou o atleta de “mono”, que é macaco em espanhol, termo usado em ataques racistas sistemáticos contra o jogador na Espanha. Chamou-o de “Virgínio”, em referência ao último relacionamento de Vinicius. E disse que se irrita com “a incapacidade cognitiva dessa gente.” “Essa gente.” Negros. “Incapacidade cognitiva.” Ao lado dele, uma voz feminina o alerta sobre o comentário racista, mostrando que ele sabia exatamente o que estava fazendo.

A reação de Renan Santos foi uma “lei da mordaça” no Missão. Não demissão do marqueteiro. Não repúdio público ao racismo. Mordaça. O problema não foi o racismo. O problema foi a exposição. E o próprio Bisotto, em cinismo absoluto, publicou no X que agora está apoiando Flávio Bolsonaro. Seguidores do MBL e do Missão se revoltaram contra ele. Não por retaliação ao racismo explícito, mas por “queimar a imagem” do movimento em um momento de ascensão. O racismo não incomoda. A baderna incomoda.

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As dívidas e o esquema

O presidenciável que quer “fazer a economia funcionar” e “desfavelizar o Brasil” acumula R$ 1,1 milhão em dívidas com a União e a Previdência Social, segundo apuração do Brasil de Fato em 8 de abril de 2026. A maior fatia dos débitos está concentrada na esfera previdenciária, dividida entre duas empresas. O homem que diz querer transformar o Brasil em uma das cinco maiores nações do mundo em 30 anos não consegue quitar suas próprias contas com o fisco.

E há mais. Cristiano Beraldo, um dos investigados na megaoperação que desarticulou um esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro com a Reag, do foragido Ricardo Magro, foi líder do MBL e doador do Partido Missão. Ele era o Plano A da turma. O financiador do partido que se apresenta como “terceira via” está envolvido em esquema de lavagem de dinheiro. A terceira via tem o DNA da velha via, a via da corrupção, da sonegação e do dinheiro sujo.

O guru monarquista

No dia 29 de novembro de 2025, o MBL realizou o Festival MBL em São Paulo, que serviu para lançar o Partido Missão. A estrela da noite não foi Renan Santos. Foi Curtis Yarvin, americano, ex-engenheiro de software que se tornou blogueiro sob o pseudônimo Mencius Moldbug. Yarvin é o profeta da extrema direita do Vale do Silício. Acredita que a democracia está acabando e que somente um monarca moderno, uma espécie de CEO com poder absoluto, poderá salvar o mundo. Defende a volta da monarquia. Já foi associado a posições que minimizam a escravidão. O bilionário Peter Thiel, financiador de Trump e guru de Elon Musk, é seu fã declarado. O vice-presidente americano JD Vance é outro admirador.

O MBL recebeu Yarvin “com todas as honrarias”, segundo registro em redes sociais. O Partido Missão o apresenta em seu próprio site como “ideólogo radical associado à extrema direita americana.” Um partido que se candidata à presidência de uma república federativa recebe com honrarias um homem que defende o fim da república e a volta da monarquia. A incoerência não é acidente. É programa. O MBL não quer aperfeiçoar a democracia. Quer substituí-la. E Renan Santos é o rosto dessa operação.

O discurso e a máscara

Renan Santos se compara a Abelardo de la Espriella, o candidato de extrema direita à presidência da Colômbia que chegou ao segundo turno. Diz que “não tem rabo preso com ninguém.” Promete “arrasar” Lula nos debates. Quer “fazer todas as reformas possíveis e imagináveis.” Quer “desfavelizar o Brasil.” Quer “matar bandido como se não houvesse amanhã.”

A máscara de “terceira via” é o artifício mais perigoso do arsenal. A busca por uma alternativa à polarização entre lulismo e bolsonarismo é legítima e compreensível. 48% dos entrevistados na pesquisa Real Time Big Data afirmam estar cansados dessa disputa. Mas a terceira via não é um atalho para o centro. É um atalho para a normalização de fascistas que não têm o sobrenome Bolsonaro. Renan Santos não é alternativa à extrema direita. É a extrema direita com logo novo. É o MBL, o movimento que pariu o golpe de 2016, que amamentou Temer, que acalentou Bolsonaro, e que agora quer seu próprio boneco no palácio. O boneco fala em matar bandido, em desfavelizar, em reformar tudo. O boneco tem vídeo de estupro de 2018, boletim de ocorrência de estupro e violência doméstica de 2021, denúncia do Ministério Público por tráfico de influência e fraude em licitação em 2020, família investigada por lavagem de dinheiro na Operação Juno Moneta, dívida de R$ 1,1 milhão com o fisco, marqueteiro racista, financiador investigado por lavagem de dinheiro e guru que defende monarquia e escravidão.

Quem é Renan Santos? A resposta não está nos outdoors. Está no boletim de ocorrência que a Justiça não deixou apagar. Está no vídeo de 2018 em que ele brinca de estupro. Está na denúncia do Ministério Público por tráfico de influência e fraude em licitação. Está na Operação Juno Moneta que investiga sua família por lavagem de dinheiro. Está no marqueteiro que chama negro de macaco. Está no guru que defende escravidão. Está na dívida de R$ 1,1 milhão com o fisco. Está no financiador investigado por lavagem de dinheiro.

O MBL é o jardim de infância do neofascismo. Renan Santos é o aluno que se formou com louvor. E agora quer ser diretor da escola. A pergunta dos outdoors tem resposta. A resposta é que ninguém em sã consciência deveria entregar a chave da escola a um homem que tem boletim de ocorrência por estupro, denúncia do Ministério Público por corrupção e guru que defende monarquia. Ninguém.

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