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relatório dos EUA
Eduardo Bolsonaro vem atuando junto ao Governo Trump com subsídios falsos para justificar medidas contra o Brasil. Foto: Reprodução Redes Socias
GEOPOLÍTICA

Relatório dos EUA usa fake news para atacar o PIX

Sabotagem da extrema direita vira arma contra a soberania

O imperialismo norte-americano oficializou seu ataque à soberania brasileira com base em uma mentira fabricada pela extrema direita. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório ameaçando tarifar produtos brasileiros sob a justificativa de que o país adota práticas “irrazoáveis e discriminatórias”. O documento, no entanto, é uma peça de ficção neofascista que repete os delírios plantados por Eduardo Bolsonaro em Washington para proteger os monopólios financeiros e atacar a Justiça do Brasil.

A principal farsa do relatório de Donald Trump é a acusação de que o Banco Central favorece o PIX para prejudicar empresas estadunidenses de pagamento eletrônico. Como a Frente Livre já denunciou, essa narrativa foi forjada pelo clã Bolsonaro. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já desmentiu a mentira: o PIX não concorre com cartões de crédito, mas incluiu milhões de pessoas no sistema financeiro, beneficiando inclusive as próprias bandeiras dos EUA. A ameaça de taxação é, na verdade, uma retaliação baseada na sabotagem bolsonarista, que atua contra o próprio país para agradar seus chefes no exterior.

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Defesa de criminosos e ataque ao Judiciário

O documento acusa os tribunais do país de emitirem “ordens secretas determinando que empresas americanas de mídia social removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes nos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis”.

Para que fique claro: os tribunais brasileiros determinam a remoção dos conteúdos quando eles constituem crime segundo as leis brasileiras. Isso se aplica mesmo se um residente nos EUA, como Eduardo Bolsonaro ou seu office boy, Paulo Figueiredo, sejam os autores. Nesse ponto, o relatório norte-americano se entrega: ele não menciona “cidadãos americanos”. Fala explicitamente em “perfis de residentes nos EUA”.

O documento cita também que os tribunais brasileiros responsabilizaram financeiramente as empresas americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, “impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo”.

Na avaliação do representante, o Brasil tem “prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem sua principal concorrente”.

Para os Estados Unidos, exigir que plataformas estrangeiras respeitem a democracia e arquem com multas por descumprimento judicial é uma “restrição ao comércio”. A tradução é simples: Washington exige que suas empresas operem acima da lei no Brasil, financiando o caos impunemente.

A aliança entre o imperialismo e a extrema direita

O relatório também usa o desmatamento e o comércio digital como pretextos para impor sanções. Mas o verdadeiro objetivo é claro: dobrar o Estado brasileiro aos interesses do capital financeiro e das big techs. A ação do governo Trump, alimentada pelas mentiras de Eduardo Bolsonaro, prova que a extrema direita nacional funciona como um cavalo de Troia do imperialismo. Eles fabricam a crise, entregam a soberania e aplaudem quando o Brasil é ameaçado.

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