Lula reduz violência, Bolsonaro deixou o caos

Queda em homicídios, latrocínios e roubos na gestão petista

Por Redação
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Presidente Lula durante entrevista ao Canal Livre, da TV Band. Foto: Ricardo Stuckert

A segurança pública do Brasil melhorou em todos os principais indicadores no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comparação com a gestão neofascista de Jair Bolsonaro. Os números mostram queda expressiva em homicídios, latrocínios e nos roubos de veículos, cargas e celulares. A diferença entre os dois modelos de governo explica o resultado nas ruas.

Os números da queda

Os homicídios e latrocínios caíram de 39,8 mil, em 2022, para 32,3 mil, em 2025. O roubo de veículos recuou de 148,1 mil para 104,5 mil, uma queda de 29%. O roubo de cargas caiu de 13,1 mil para 8,6 mil, redução de 34,4%. O roubo de celulares despencou de 492,9 mil para 308,7 mil, queda de 37%. Em todos os casos, o último ano de Bolsonaro perdeu para o governo Lula.

segurança comparação Lula Bolsonaro Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Dois modelos, dois resultados

Bolsonaro construiu sua política de segurança em torno do bordão “bandido bom é bandido morto”, que era o símbolo do punitivismo transformado em projeto nacional. O modelo aposta na força bruta e na violência policial como resposta ao crime, com admissão de tortura e assassinato, sem tocar nas causas que o alimentam. Lula escolheu outro caminho.

O armamento da população foi outro pilar do projeto bolsonarista. O ex-presidente dizia que o cidadão tem o direito de se defender do “vagabundo” e, por isso, facilitou imensamente a aquisição de armas e munições. O ideário que defendiam era o do velho oeste: se todo mundo está armado, ninguém ataca ninguém. Deu extremamente errado. O grupo de trabalho da transição de governo, com base em dados do Exército, concluiu que cerca de 112 armas legais foram desviadas por mês durante a gestão Bolsonaro. E o número pode ser ainda maior: apenas 2,7% dos caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), a categoria mais beneficiada pelos decretos pró-armas, foram fiscalizados. A política só causou desvio de armas para as facções criminosas e aumento da criminalidade gerada por pessoas comuns, que passaram a resolver conflitos cotidianos com tiros.

O governo Lula, por outro lado, aposta em asfixiar as finanças das facções criminosas. O pacote de R$ 11 bilhões contra o crime organizado, lançado em maio, tem como um dos quatro eixos a asfixia financeira das facções, na mesma linha da Operação Carbono Oculto, a maior da história do Brasil nesse tipo de apuração. A operação ataca o bolso do crime, desmontando a estrutura financeira que sustenta a violência.

Lula também afirma que a violência social é causada pela desigualdade. Por isso, a política de distribuição de renda, o fortalecimento do mercado interno e a promoção de direitos sociais fazem parte da política de segurança pública do governo. A lógica é simples: quem tem o que comer, onde morar e um horizonte de trabalho não precisa entrar para o crime. Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente resumiu a visão:

“Trabalhadores são roubados, mães perdem seus filhos, policiais não voltam para suas casas. As pessoas estão cansadas da violência. Mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir a população o direito de viver sem medo.”

A raiz contra a bala

Os números desmontam a narrativa de que a violência se combate com mais violência. Enquanto o punitivismo alimenta o ciclo de morte, a política de Lula ataca a raiz do problema. A queda nos indicadores mostra que combater a desigualdade é também combater o crime. Menos mortos, menos roubos, menos medo. O resultado está nas ruas, e ele não é fruto do acaso: é a diferença entre um governo que aposta na vida e outro que aposta na morte.

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