O imperialismo não tolera a soberania financeira de nações periféricas. Em uma demonstração explícita de defesa de monopólios privados, o escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) lançou um ataque frontal contra o Pix. O órgão acusa o sistema brasileiro de prejudicar “injustamente” gigantes estadunidenses como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay. A ofensiva, iniciada sob o governo de Donald Trump, expõe o desespero de Washington diante de uma tecnologia pública e gratuita que libertou a classe trabalhadora das taxas abusivas cobradas pelo capital financeiro estrangeiro.
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Segundo o relatório da USTR, as políticas do Brasil que garantem gratuidade e visibilidade ao Pix seriam discriminatórias. A conselheira jurídica Jennifer Thornton chegou ao absurdo de afirmar que o Banco Central do Brasil (BC) atua para prejudicar as empresas dos EUA ao favorecer sua “campeã nacional”. O documento sugere até mesmo a retaliação com uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, em uma clara chantagem econômica.
Essa ideia de concorrência entre PIX e bandeiras de cartões de crédito, na verdade, é uma mentira absurda. A Frente Livre já noticiou antes, que se trata apenas de um subterfúgio pouco inteligente do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para tentar interferir, de forma rasteira e dissimulada, na eleição presidencial.
A farsa da concorrência desleal
A acusação de “concorrência desleal” é uma piada cínica. O que incomoda os Estados Unidos não é a falta de livre mercado, mas a perda da renda de intermediação que os comerciantes pagavam, variando de 2% a 5% por transação. O professor da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos desmonta a falácia norte-americana: “O PIX mostrou que uma infraestrutura pública pode deslocar o modelo privado que extrai tarifas. E esse modelo está se espalhando”.
O Pix não proíbe a operação de cartões estrangeiros; ele apenas oferece uma alternativa estatal eficiente que não suga a renda da população. A exigência dos EUA de que o Brasil pare de incentivar o uso gratuito do sistema é uma tentativa de forçar o país a retroceder para garantir os lucros bilionários da Visa e da MasterCard.
Soberania sob ataque do capital estrangeiro
A pressão das big techs e bandeiras de cartão sobre o governo Trump revela a essência do capitalismo contemporâneo: quando não conseguem competir, usam a força do Estado imperialista para esmagar alternativas públicas. Como ressalta Zahluth Bastos, “A sociedade brasileira está querendo evitar que o capital financeiro estrangeiro absorva rendas monopólicas e, ainda por cima, usando o Estado para impor isso contra outro Estado que é soberano”.
O Brasil tem até 15 de julho para responder à chantagem. A defesa do Pix é, hoje, a defesa da nossa independência contra a rapina internacional.




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