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Ibovespa 190 mil pontos
Foto: Freeepik
ECONOMIA

Bolsa dispara 2% e dólar tem mínima desde 2024

Fluxo estrangeiro impulsiona Ibovespa aos 189 mil pontos

O mercado financeiro viveu um dia de euforia nesta quarta-feira (11). O Ibovespa disparou 2,14%, fechando aos 189.911 pontos e chegando a superar a barreira psicológica dos 190 mil pontos durante o pregão. Na contramão, o dólar recuou 0,18%, cotado a R$ 5,18, o menor valor desde maio de 2024.

O otimismo tem dois motores: um externo (dinheiro gringo entrando) e um interno (a eleição esquentando).

O fator eleitoral

A pesquisa Quaest foi recebida com euforia na Faria Lima, mas o motivo é inconfessável. O “mercado” dobra a aposta em Flávio Bolsonaro (38%) não por projeto de país, mas pela promessa de desmonte. A aproximação com Lula (43%) reascende o sonho da elite financeira de retomar uma política econômica que asfixia investimentos sociais para garantir a intocabilidade das grandes fortunas.

Para os donos do dinheiro, a “guinada à direita” sinalizada pela pesquisa é a senha para o retorno do velho modelo: corte de gastos em saúde e educação para financiar a isenção fiscal de grandes empresas e impedir, a qualquer custo, que os super-ricos paguem impostos. O otimismo da Bolsa reflete, na prática, a esperança de que o Estado volte a servir apenas a quem já tem tudo.

Commodities e EUA

Além da política, o Brasil surfou na onda global. Dados fortes de emprego nos Estados Unidos (130 mil novas vagas) mostraram que a maior economia do mundo continua aquecida, o que beneficia exportadoras brasileiras. Petrobras e Vale subiram mais de 3%, puxando o índice para cima.

Juros no radar

Apesar da festa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, jogou um balde de água fria ao pedir “cautela” com a Selic, hoje em 15% ao ano. Mesmo assim, o mercado aposta que os cortes começam já em março. No acumulado de 2026, a bolsa sobe 15% e o dólar cai 5,5%, confirmando que o Brasil voltou a ser o destino preferido do capital de risco.

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