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Presidente da CLDF e aliado de Ibaneis Rocha, Wellington Luiz esqueceu o microfone aberto e cobrou do líder do governo que enquadrasse o deputado Joaquim Roriz Neto. Foto: Agência CLDF
BRASIL

Raio-X da CLDF: os cúmplices do desastre no BRB

Veja quem autorizou a compra e agora entrega imóveis do DF

Quando analisamos quem autorizou a desastrosa compra do Master pelo BRB no ano passado e quem, nesta terça-feira (3), votou para entregar o patrimônio público do DF para cobrir o rombo bilionário, o plenário da Câmara Legislativa do DF se divide em três grupos muito claros: a tropa de choque, os arrependidos punidos e a oposição coerente.

A tropa de choque do rombo

Doze deputados formam o núcleo duro da irresponsabilidade fiscal. No ano passado, ignorando todos os alertas de que o Banco Master era uma bomba-relógio, eles apertaram o botão “Sim” e autorizaram a fusão. Agora, com a bomba detonada e o banco liquidado, esses mesmos 12 parlamentares repetiram o “Sim”. Eles agiram como despachantes de luxo, entregando imóveis da Terracap, Caesb e Ceb para garantir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Neste grupo, o destaque patético vai para o presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), flagrado com o microfone aberto cobrando nervosamente o voto de Joaquim Roriz Neto (PL). Roriz, cuja esposa é secretária no governo Ibaneis, não estava na votação do ano passado, mas entendeu o recado ao vivo e garantiu seu “Sim” para salvar o banco.

Os arrependidos e a guilhotina

O segundo grupo revela como o Palácio do Buriti trata quem tenta abandonar o barco afundando. João Cardoso (Avante), Rogério Morro da Cruz (PMN) e Thiago Manzoni (PL) votaram a favor da negociata no ano passado. Porém, diante do tamanho do escândalo atual, tentaram lavar as mãos e votaram “Não” para o socorro bilionário.

A resposta do governador Ibaneis Rocha foi imediata e brutal. Em edição extra do Diário Oficial, a guilhotina desceu sobre os indicados políticos de Morro da Cruz e Manzoni. Perderam administrações regionais e secretarias. A mensagem foi clara: no governo Ibaneis, a cumplicidade com o desastre é cláusula pétrea da base aliada.

A oposição coerente

Por fim, a matemática absolve um pequeno grupo. Sete deputados mantiveram a coerência do início ao fim. Chico Vigilante (PT), Dayse Amarílio (PSB), Fábio Félix (PSOL), Gabriel Magno (PT), Max Maciel (PSOL), Paula Belmonte (Cidadania) e Ricardo Vale (PT) votaram “Não” no ano passado, avisando que a compra do Master era um erro crasso. Hoje, repetiram o “Não”, recusando-se a fazer a população do Distrito Federal pagar a conta de um negócio nebuloso.

Abaixo, a Frente Livre consolida o comportamento de cada distrital nas duas votações que definiram o maior dreno de dinheiro público da história recente da capital.

Deputado(a) Partido 2025 (Compra do Master) 2026 (Socorro ao BRB) Comportamento Político
Chico Vigilante PT Não Não Oposição Coerente
Daniel Donizet MDB Ausente/Não listado Sim Adesão Governista
Dayse Amarílio PSB Não Não Oposição Coerente
Doutora Jane AGIR Sim Sim Tropa de Choque
Eduardo Pedrosa União Brasil Sim Sim Tropa de Choque
Fábio Félix PSOL Não Não Oposição Coerente
Gabriel Magno PT Não Não Oposição Coerente
Hermeto MDB Sim Sim Tropa de Choque
Iolando MDB Sim Sim Tropa de Choque
Jaqueline Silva AGIR Sim Sim Tropa de Choque
João Cardoso Avante Sim Não Arrependido
Joaquim Roriz PL Ausente/Não listado Sim Enquadrado ao vivo
Jorge Vianna PSD Sim Sim Tropa de Choque
Martins Machado Republicanos Sim Sim Tropa de Choque
Max Maciel PSOL Não Não Oposição Coerente
Pastor Daniel de Castro PP Sim Sim Tropa de Choque
Paula Belmonte Cidadania Não Não Oposição Coerente
Pepa PP Sim Sim Tropa de Choque
Ricardo Vale PT Não Não Oposição Coerente
Robério Negreiros PSD Sim Sim Tropa de Choque
Rogério Morro da Cruz PMN Sim Não Arrependido / Punido
Roosevelt Vilela PL Sim Sim Tropa de Choque
Thiago Manzoni PL Sim (1º turno) Não Arrependido / Punido
Wellington Luiz MDB Sim Sim Tropa de Choque

 

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