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Caso Master
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
BRASIL

Caso Master: Mendonça protege dados de Vorcaro

Delação ameaça Hugo Motta e expõe rombo no Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, proibiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de acessar os dados do banqueiro Daniel Vorcaro armazenados na “sala-cofre” do Senado. A decisão de blindagem judicial ocorre no momento em que novas investigações revelam um empréstimo de R$ 22 milhões  do Banco Master para a cunhada do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e um repasse de R$ 180 milhões para uma empresa da Faria Lima suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão de Mendonça trava a perícia de 400 gigabytes de dados extraídos dos celulares de Vorcaro, ex-controlador do Master, que está preso. O bloqueio das provas protege não apenas o banqueiro, mas uma rede de influência que atinge o coração do Legislativo. Documentos apontam que Luana Medeiros, cunhada de Hugo Motta — favorito para a presidência da Câmara —, obteve crédito milionário junto à instituição em condições que estão sob suspeita de favorecimento político.

Conexão com o crime e colapso no BRB

A gravidade do escândalo aumentou com a descoberta de que o Banco Master destinou R$ 180 milhões a uma gestora de recursos na Faria Lima, em São Paulo, que serviria de ponte para o financiamento de atividades do PCC. O elo entre o sistema financeiro e o crime organizado é um dos pilares da Operação Carbono Oculto, que agora vê seu avanço ameaçado pela decisão do STF. Em paralelo, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Banco Master Múltiplo, após a instituição falhar em sanar seus problemas de liquidez.

O desmoronamento do grupo atinge diretamente o Banco de Brasília (BRB). Investigações sobre a gestão de Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, mostram que as compras de carteiras de crédito do Master eram tratadas com prioridade absoluta, apesar dos alertas de risco. O plano de “salvamento” do Master via banco público, que contou com a injeção de R$ 12 bilhões, foi o estopim para a crise que agora une fraude previdenciária, lobby político e lavagem de dinheiro de facções criminosas.

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