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BRASIL

Hugo Motta deve renunciar imediatamente

O presidente da Câmara armou um atentado à democracia, com perdão a golpistas condenados e bravata para deputados foragidos

A sessão da Câmara dos Deputados desta terça-feira, 9 de dezembro, não foi apenas mais um dia de caos. Foi o dia em que a máscara caiu. O dia em que o “pior Congresso da história”, que a Frente Livre, os sites de esquerda, os ativistas sociais, intelectuais e brasileiros de bom senso vem denunciando como o “Congresso Inimigo do Povo”, se materializou em um ato de explícita sabotagem democrática. O arquiteto dessa infâmia, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), não tem mais condições morais ou políticas de ocupar seu assento. Sua renúncia é uma exigência.

O que Motta armou não foi uma simples manobra regimental. Foi um atentado. Ao montar uma “pauta-bomba” que, de uma só vez, buscava anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e cassar um deputado da oposição, ele transformou o plenário em um balcão de negócios espúrios. A armadilha era clara: forçar a esquerda a escolher entre salvar um dos seus ou ser cúmplice na proteção de bolsonaristas, enquanto, na sala ao lado, a pena do chefe do clã seria reduzida a uma fração simbólica. Isso não é política. É gangsterismo.

Quando sua manobra encontrou resistência na forma do protesto legítimo do deputado Glauber Braga, a resposta de Hugo Motta foi mergulhar o Congresso na escuridão. No exato momento em que ordenava à Polícia Legislativa que usasse a força para arrastar um parlamentar eleito da Mesa Diretora, Motta deu a ordem para que a TV Câmara cortasse a transmissão ao vivo. Não satisfeito, mandou que a imprensa fosse retirada das galerias. O recado é claro e assustador: a barbárie não seria televisionada. A violência ocorreria a portas fechadas, longe dos olhos do povo e do escrutínio da imprensa. É a assinatura dos piores regimes.

Este ato abjeto não é um raio em céu azul. É o ápice de uma legislatura que se especializou em conspirar contra o Brasil. Foi este Congresso que tentou ressuscitou o “PL da Devastação”, cuspindo nos compromissos climáticos que o país acabara de celebrar na COP30. É este Congresso que articulou um projeto de lei que proibia investigação contra parlamentares, o infame PL da Bandidagem, derrubado pela ira popular. Foram eles que derrotaram o projeto que aumentava os impostos para os bilionários, bancos e BETs. E que desaprovaram a proposta do governo de acabar com as isenções fiscais que fazem com que grandes empresas deixem de recolher mais de R$ 850 bilhões em impostos por ano. É esta legislatura medonha que trabalha dia e noite para encontrar uma brecha legal que anistie os criminosos que atacaram a Praça dos Três Poderes. É este Congresso que usa pautas-bomba como método de chantagem e que trata a coisa pública como propriedade privada.

Hugo Motta não foi um mero participante. Ele foi o maestro do caos. Usou o poder que lhe foi conferido para arquitetar uma traição e, quando confrontado, recorreu à censura e à força bruta. Diante da magnitude do ataque, não há outro caminho. Pedidos de desculpas são inúteis. Notas de repúdio são insuficientes. A única resposta à altura da gravidade do ato de Hugo Motta é a sua saída imediata da cadeira de presidente da Câmara. Sua permanência no cargo é um insulto à instituição que ele tentou manipular e silenciar de forma tão vil e um perigo constante à estabilidade democrática. A renúncia não é uma opção; é uma obrigação.

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