O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recebeu uma representação formal solicitando a abertura de investigação contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por supostos atos de improbidade administrativa. A denúncia, protocolada pelo deputado distrital Fábio Félix (Psol-DF), aponta indícios de conflito de interesses e prejuízo ao erário na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Ibaneis, conhecido como o governador bolsonarista do DF, enfrenta este novo revés jurídico em um momento de isolamento político, após ser abandonado pelo PL para a disputa ao Senado.
O centro da investigação é a operação anunciada em 2025, na qual o BRB aprovou a compra de participação no Banco Master por cerca de R$ 2 bilhões. A representação aponta que o escritório de advocacia de Ibaneis Rocha mantém relações privadas com fundos ligados ao ecossistema financeiro do Master, o que configuraria uso de informação privilegiada.
“As relações privadas mantidas entre o escritório de advocacia do governador e fundos ligados ao Banco Master, somadas à atuação do governador na tentativa de compra do Master pelo BRB, levantam fortes suspeitas de enriquecimento ilícito”, afirma o documento.
Patrimônio privado e responsabilização
A denúncia sugere que decisões estratégicas do banco público foram orientadas para atender a interesses privados em detrimento do interesse público. Durante sessão na Câmara Legislativa (CLDF), foi defendida a utilização dos bens pessoais do governador para cobrir eventuais rombos financeiros.
“Caso as irregularidades sejam confirmadas, queremos a responsabilização rigorosa de todos os agentes envolvidos nesse escândalo criminoso, inclusive com a utilização do patrimônio de Ibaneis Rocha para reparação de parte do rombo causado ao erário do DF”, declarou o parlamentar.
O caso agora está sob análise das Promotorias de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep). Além da investigação, a representação solicita o bloqueio de bens de Ibaneis como medida cautelar para garantir a recomposição dos cofres públicos.
O governador, que celebrou a transação na época como “um dia de festa”, agora precisa explicar os vínculos de seu escritório com a instituição privada que está no centro de uma série de investigações da Polícia Federal e do Congresso Nacional.






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