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China e Rússia barram Trump
Trump confrontado por Putin, o falecido Khamenei e Xi Jiping. Foto: Imagem criada por IA (FLIA)
GEOPOLÍTICA

China e Rússia saem em defesa do Irã contra Trump

Barrado plano de abrir Estreito de Ormuz à força

China, Rússia e França barraram o plano da aliança neofascista formada por EUA e Israel e impediram o aval da ONU para o uso da força contra o Irã no Estreito de Ormuz. A decisão adiou a votação no Conselho de Segurança e expôs a tentativa de transformar uma crise provocada pela agressão ocidental em nova autorização internacional para ampliar a guerra.

A proposta, apresentada pelo Bahrein a pedido do Conselho de Cooperação do Golfo, buscava autorizar o uso de forças aéreas, navais ou terrestres para garantir a passagem de embarcações no estreito, depois que o Irã impôs restrições à navegação de navios dos EUA, de Israel e de aliados. O texto chegou à versão mais recente após semanas de negociação e foi suavizado, mas ainda assim esbarrou na oposição de membros permanentes do Conselho.

A China argumentou que autorizar o uso da força só ampliaria a escalada militar. A Rússia chamou o texto de tendencioso e defendeu o retorno à diplomacia. A França também rejeitou a iniciativa, classificando como “fora da realidade” a ideia de reabrir Ormuz na marra. Com isso, a resolução perdeu viabilidade antes mesmo da votação prevista.

Petróleo e pedofilia

Desde os ataques covardes iniciados pelos neofascistas em 28 de fevereiro — com o lançamento de um míssil tomahawk numa escola infantil, seguido do assassinato do aitolá –, Teerã endureceu o controle sobre o Estreito de Ormuz. Trata-se de uma atitude de retaliação legítima a uma agressão. Como o estreito é a rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo global, a trava iraniana fez o preço do óleo subir no mundo inteiro.

O galão de gasolina nos EUA está no preço mais alto em quatro anos e a popularidade de Donald Trump despencou. Internamente, a Guerra do Irã já era vista como mero pretexto para desviar a atenção do envolvimento de Trump no Escândalo Epstein, em que ele surge como pedófilo e abusador. Agora, é algo que, além disso, está doendo no bolso dos americanos.

Ao tentar impedir o bloqueio contra o Irã, China, Rússia e França frearam mais uma tentativa de dar cobertura multilateral a uma guerra que já ameaça energia, comércio e segurança internacional. O que está em jogo, no fundo, é se a ONU será usada para legitimar a agressão ou para conter a escalada.

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