China, Rússia e França barraram o plano da aliança neofascista formada por EUA e Israel e impediram o aval da ONU para o uso da força contra o Irã no Estreito de Ormuz. A decisão adiou a votação no Conselho de Segurança e expôs a tentativa de transformar uma crise provocada pela agressão ocidental em nova autorização internacional para ampliar a guerra.
A China argumentou que autorizar o uso da força só ampliaria a escalada militar. A Rússia chamou o texto de tendencioso e defendeu o retorno à diplomacia. A França também rejeitou a iniciativa, classificando como “fora da realidade” a ideia de reabrir Ormuz na marra. Com isso, a resolução perdeu viabilidade antes mesmo da votação prevista.
Petróleo e pedofilia
Desde os ataques covardes iniciados pelos neofascistas em 28 de fevereiro — com o lançamento de um míssil tomahawk numa escola infantil, seguido do assassinato do aitolá –, Teerã endureceu o controle sobre o Estreito de Ormuz. Trata-se de uma atitude de retaliação legítima a uma agressão. Como o estreito é a rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo global, a trava iraniana fez o preço do óleo subir no mundo inteiro.
O galão de gasolina nos EUA está no preço mais alto em quatro anos e a popularidade de Donald Trump despencou. Internamente, a Guerra do Irã já era vista como mero pretexto para desviar a atenção do envolvimento de Trump no Escândalo Epstein, em que ele surge como pedófilo e abusador. Agora, é algo que, além disso, está doendo no bolso dos americanos.






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