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guerra dos EUA contra o Irã
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais FLIA
GEOPOLÍTICA

Polônia e Itália dizem não! aos EUA contra o Irã

Enquanto aliados recuam, gasolina dispara e Trump estremece

A recusa da Polônia e da Itália em atender pedidos ligados à guerra da aliança neofascista (EUA e Israel) contra o Irã mostra que nem todos os aliados de Washington estão dispostos a pagar a conta da escalada. Em vez de abrir suas defesas e bases para sustentar a ofensiva norte-americana, os dois países colocaram limites claros: a Polônia rejeitou o pedido informal para deslocar uma bateria Patriot para a Ásia Ocidental, e a Itália barrou o acesso de aviões de guerra dos EUA à base de Sigonella, na Sicília.

No caso polonês, o governo de Varsóvia afirmou que as baterias Patriot são essenciais para proteger o espaço aéreo nacional e a chamada “flanco leste” da OTAN. Tirar um desses sistemas do país, segundo o ministro da Defesa, enfraqueceria significativamente a defesa polonesa. A negativa mostra que, à medida que a guerra avança, os estoques de interceptadores e sistemas antiaéreos começam a ficar pressionados, e a solidariedade militar de fachada vai esbarrando no interesse direto de cada governo.

A Itália seguiu a mesma linha. Aviões de guerra norte-americanos pediram autorização para pousar em Sigonella já em voo, sem aprovação prévia, com destino à Ásia Ocidental. Roma recusou. O ministro da Defesa, Guido Crosetto, deixou claro que qualquer operação fora dos tratados existentes exigiria autorização parlamentar. A decisão foi recebida como um gesto de prudência por parte da oposição e como um sinal político de que a Itália não quer ser arrastada para a guerra ilegal contra o Irã.

A guerra fica mais cara e mais solitária para Washington

As duas negativas se somam a outras resistências europeias a um envolvimento direto na ofensiva. Espanha também já havia barrado o uso de seu espaço aéreo e bases para operações de combate. O quadro revela uma fissura dentro do bloco ocidental: enquanto Washington tenta ampliar sua margem militar, cresce a resistência de parceiros que não querem transformar seus territórios em extensão da guerra.

Essa erosão da coalizão acontece ao mesmo tempo em que o conflito pressiona a economia global. Nos Estados Unidos, a gasolina ultrapassou os quatro dólares por galão pela primeira vez desde 2022, e o diesel disparou ainda mais. A escalada de preços, associada à guerra e ao fechamento do Estreito de Ormuz, já pesa no bolso da população e corrói a popularidade de Trump.

Ou seja: a guerra que Washington tenta vender como demonstração de força também revela sua fragilidade. Falta munição, faltam sistemas, faltam aliados dispostos a assumir o risco. E, dentro dos próprios Estados Unidos, o resultado aparece onde mais dói para qualquer governo: na bomba de combustível e no desgaste político.

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