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fim do PPI Petrobras
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
ECONOMIA

Petrobras: entenda a nova política versus o PPI

Combustíveis deixam de ser escravos do dólar e do Brent

Durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a Petrobras viveu sob o regime do Preço de Paridade de Importação (PPI). Essa política, uma verdadeira ode ao entreguismo, forçava o consumidor brasileiro a pagar o preço do combustível como se ele fosse integralmente importado, incluindo custos de frete internacional e taxas portuárias que nunca existiram para o petróleo extraído aqui. O resultado era um banquete de dividendos para acionistas da Faria Lima e de Nova York, enquanto o motorista brasileiro via o melhor queijo do mundo (ou qualquer outro alimento) encarecer devido ao frete atrelado ao dólar.

Com a chegada do governo Lula em 2023, o PPI foi enviado para a lata do lixo da história. A nova estratégia comercial da Petrobras passou a considerar o “custo alternativo do cliente” e o “valor marginal para a Petrobras”. Traduzindo: a estatal parou de fingir que todo o nosso diesel vem de fora e começou a usar sua estrutura nacional — que cobre quase 80% do mercado — como um escudo contra a volatilidade do mercado externo. Agora, quando o petróleo sobe no mundo, a Petrobras não repassa o susto imediatamente para a bomba, garantindo a estabilidade que o setor produtivo precisa para não quebrar.

O mito do “mercado” e a realidade do povo

Os defensores do antigo PPI costumam choramingar sobre a “falta de transparência” da nova política, mas o que eles sentem falta mesmo é da garantia de lucro fácil às custas da inflação do povo. No modelo anterior, qualquer espirro no Oriente Médio virava um aumento de 10% no posto na manhã seguinte. Hoje, a Petrobras utiliza suas refinarias para absorver os choques geopolíticos. O objetivo mudou: em vez de maximizar o lucro para distribuir bilhões em dividendos recordes, a empresa voltou a cumprir sua função social de motor do desenvolvimento nacional.

A diferença é nítida: no PPI, a Petrobras era uma exportadora de petróleo bruto e uma importadora de inflação. Na política atual, ela se reafirma como uma empresa integrada de energia. O governo Lula provou que é possível manter a saúde financeira da estatal — que segue lucrando bilhões — sem esfolar o trabalhador brasileiro. A soberania energética deixou de ser um slogan para virar prática, desatando o nó que prendia o preço do pão ao valor do barril em Londres.

O fim da escravidão ao dólar

A nova política de preços também permitiu que o governo federal agisse estrategicamente com subvenções e desonerações quando necessário, algo impossível sob a rigidez do PPI. Enquanto o mundo assiste à escalada do Brent devido aos conflitos no Irã, o diesel no Brasil acumula quedas seguidas. Isso só é possível porque a Petrobras parou de ser gerida como um fundo de investimentos e voltou a ser o que nunca deveria ter deixado de ser: o maior patrimônio do povo brasileiro, a serviço do Brasil.

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