A base governista da extrema direita na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) consumou o saque aos cofres públicos. Em uma votação conduzida às escuras na noite da terça-feira (9), os deputados aprovaram o projeto que autoriza o governo ultrabolsonarista de Celina Leão (PP) a contrair um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco de Brasília (BRB). O banco estatal foi quebrado pela gestão bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB) após o fracasso na compra do Banco Master e o envolvimento de seus dirigentes em esquemas de corrupção.
O projeto, que ratifica o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), foi aprovado por 11 votos a 9. A oposição denunciou a falta de transparência da manobra, que não apresentou informações básicas sobre juros, garantias ou impacto fiscal.
“A gente não tem anexos e sequer o presidente do BRB veio aqui e sentou nessa bancada para se explicar. Não dá para votar mais um projeto de lei às escuras”, protestou o deputado Fábio Félix (Psol-DF).
O custo da corrupção nas costas do povo

Arte: FLIA
A fatura do desastre financeiro será paga com o sacrifício da classe trabalhadora. As cláusulas do acordo impõem um arrocho fiscal brutal que afetará reajustes salariais, concursos públicos e investimentos sociais essenciais. O deputado Gabriel Magno (PT-DF) resumiu a tragédia:
“São 15 anos sem reajuste para 79 mil servidores públicos. O jovem de 16 anos que sonha em ser servidor público não ingressará até os 31 anos de idade. Estamos condenando essa cidade por uma geração inteira”.
A deputada Dayse Amarílio (PSB-DF) alertou que o dinheiro para cobrir o rombo sairá diretamente do atendimento à população. “Esse orçamento [para pagar o empréstimo] pode e vai sair da saúde e da educação”, afirmou.
A privatização silenciosa do patrimônio público
O deputado Chico Vigilante (PT-DF) foi categórico ao classificar a aprovação como a “noite mais triste” de sua vida e denunciou o verdadeiro objetivo da manobra: “O projeto está autorizando a privatização do BRB”.





Deixe seu comentário