O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou nesta sexta-feira (12) o resgate de 4.318 crianças e adolescentes da exploração do trabalho infantil em 2025. O dado, divulgado no Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, é o resultado de 10.234 ações fiscais, o maior número registrado na última década. Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, outras 1.108 vítimas já foram afastadas dessa barbárie.
A burguesia lucra com a miséria infantil
As fiscalizações do governo federal escancararam os setores que mais se beneficiam dessa exploração. O comércio varejista, os serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, supermercados, oficinas mecânicas e até atividades industriais figuram no topo da lista. O capital não tem escrúpulos. Estados ricos e populosos, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, lideram os tristes índices de afastamentos em 2025, provando que a exploração não é um desvio, mas a regra do modelo econômico.
A retomada firme do Estado na fiscalização é um golpe direto contra a impunidade patronal. O coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Padilha Guimarães, foi categórico sobre a importância da ofensiva.
“Os resultados alcançados ao longo de 2025 e nos primeiros meses de 2026 evidenciam que a atuação da Inspeção do trabalho constitui um instrumento essencial para a identificação, a interrupção e a prevenção do trabalho infantil, contribuindo de forma decisiva para a proteção e a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o território nacional”, destacou.





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