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Moraes desarma Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, o golpista condenado, está cumprindo pena em prisão domiciliar. Foto: Reprodução Redes Sociais
BRASIL

E essa tornozeleira de Bolsonaro que pifou, hein?

Dispositivo perdeu sinal antes de Brasil x Haiti

A tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu o sinal no dia 19 de junho, às 18h57, horas antes da partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo. O alerta foi registrado pela central de monitoramento e consta no relatório semanal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o documento, a central orientou Bolsonaro a se deslocar para a área externa da residência, em Brasília, até que o sistema restabelecesse a comunicação com o equipamento. O ex-presidente atendeu à orientação. Uma equipe do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica chegou ao local às 20h04, cerca de uma hora e meia antes do jogo. Dois policiais analisaram o dispositivo e constataram que a estrutura estava intacta, com leds acesos e sinalização em cadência normal. O relatório não apontou dano físico. A conexão foi retomada, os dados de deslocamento foram baixados e a central manteve o equipamento, sem troca.

O que ninguém explica

A versão oficial é de que foi uma instabilidade técnica. O dispositivo funcionava dentro dos padrões esperados após a checagem, e a central optou por não trocá-lo. Até aí, tudo dentro do script. O problema é que o script não convence.

Ninguém sabe explicar o que causou a perda de sinal. E é aí que o cenário fica interessante — ou alarmante, dependendo do lado do balcão. Bolsonaro poderia ter testado algum dispositivo capaz de ocultar a tornozeleira dos satélites de monitoramento? Seria isso o ensaio de um plano de fuga? Soa absurdo? Talvez. Mas o histórico do personagem não autoriza ninguém a descartar hipóteses.

Os filhos, os EUA e o timing

O que torna o episódio ainda mais nebuloso é o contexto familiar. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro esteve por lá há poucos dias e foi recebido por Donald Trump. A coincidência entre a falha do equipamento e a movimentação dos herdeiros do clã em território americano acendeu todas as luzes de alerta nos círculos de inteligência.

Não há prova de que os eventos estejam conectados. Mas, tratando-se de uma família que construiu sua trajetória política sobre os escombros da institucionalidade, a pergunta que fica é: defeito técnico ou ensaio geral? Enquanto isso, a tornozeleira segue no tornozelo de Bolsonaro e o Brasil enfrenta o Japão na segunda-feira — cada um com seus problemas.

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