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Uma imagem recém-divulgada pela Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica em 17 de julho de 2026 mostra um navio de guerra dos EUA sob vigilância e dentro do alcance operacional da força em águas regionais. Foto: PressTV
GEOPOLÍTICA

Irã cerca frota dos EUA e Iêmen ameaça a Arábia Saudita

Aviões americanos atacados na Jordânia, Catar e Kuwait

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A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã lançou as ondas 14 e 15 da Operação Nasr 2 nesta sexta-feira (17), atacando alvos americanos em pelo menos cinco países da região. A Marinha do IRGC divulgou imagem de navio de guerra dos EUA sob vigilância e avisou que as forças americanas se aproximam da “hora zero” de uma operação iraniana contra o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Os EUA bombardearam infraestrutura civil no sul do Irã na noite de quinta-feira, destruindo pontes, bairros residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas. O Ministério da Saúde do Irã informou que os ataques americanos mataram 38 pessoas e feriram mais de 400 desde a última escalada.

A ofensiva em cinco fronts

A 14ª onda da Operação Nasr 2 atingiu aviões de caça e aeronaves de reabastecimento americanas na base aérea de Al Azraq, na Jordânia. O IRGC afirmou que “vários aviões de reabastecimento e jatos de combate dos EUA foram destruídos” e que “muitos outros sofreram danos graves”. A base abriga o quartel-general avançado do CENTCOM, transferido do Catar após ataque iraniano anterior.

A 15ª onda destruiu um lançador HIMARS e seus mísseis no Kuwait. O IRGC também atacou posições de forças americanas e grupos anti-revolucionários apoiados por EUA e Israel. O Centro de Comando de Operações Especiais dos EUA em al-Tanf, na Síria, foi atingido. Na base de Al Udeid, no Catar, um sistema de radar de longo alcance e várias aeronaves de reabastecimento estratégico foram destruídos.

A hora zero

A Marinha do IRGC emitiu comunicado afirmando que “os movimentos e equipamentos pertencentes ao exército terrorista americano estão sendo monitorados de perto pelas unidades navais do Irã”. E acrescentou: “Os americanos estão se aproximando a cada momento da hora zero da operação das forças armadas iranianas contra as unidades navais do CENTCOM nas águas da região”. O aviso terminou com uma frase curta: “Aguarde…”.

O comandante da Força Aeroespacial do IRGC, general de brigada Seyyed Majid Mousavi, afirmou que os ataques “efetivos e direcionados” continuarão “até que a calma retorne à costa sul e ao Estreito de Ormuz”. O Irã declarou o Estreito de Ormuz fechado “até novo aviso” e pelo menos “até o fim da interferência dos EUA na região”.

 

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O Iêmen entra na linha de frente

O ministro da Defesa do Iêmen, general Mohammed Nasser al-Atifi, advertiu a Arábia Saudita que as forças iemenitas “darão um golpe severo” se a ingerência militar continuar. “Nossas opções estão abertas e estamos altamente preparados em todas as unidades das forças armadas”, afirmou. O Conselho Político Supremo do Iêmen condenou o ataque saudita ao aeroporto de Sana’a e prometeu resposta “direta e equivalente”.

O império descobre que a soberania de um povo não se compra com sanções nem se quebra com bombas. A Operação Nasr 2 avança. A hora zero se aproxima.

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