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Nunes Marques urnas eletrônicas
Nomeado por Jair Bolsonaro, nunes Marques, presidente do TSE, defendeu sistema após pressão de ministros do STF contra ataques de Flávio Bolsonaro. Foto: Silvanei Coutinho/STF
BRASIL

Nunes Marques defende urnas depois de levar puxão de orelha

TSE precisou ser cobrado por ministros para defender o que é seu

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (3) que a urna eletrônica é um “patrimônio da democracia brasileira” e reforçou a confiabilidade do sistema de votação.

A declaração ocorre em meio à pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que Nunes Marques faça uma defesa mais enfática das urnas eletrônicas diante da retomada dos ataques promovidos pela família Bolsonaro ao sistema eleitoral.

Ao anunciar a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, o presidente do TSE afirmou que a iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre o processo eleitoral por meio de demonstrações públicas, atividades educativas e visitas guiadas.

“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”, declarou.

Segundo Nunes Marques, a Justiça Eleitoral continuará aberta à fiscalização da sociedade.

“As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição. É um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, afirmou.

Ataques às urnas

No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas durante uma reunião com diplomatas. Na ocasião, afirmou, sem apresentar provas, que equipamentos usados no Brasil teriam relação com a empresa Smartmatic e citou um suposto relatório da CIA sobre vulnerabilidades em sistemas eletrônicos de votação.

As alegações já haviam sido desmentidas pelo TSE. Em nota atualizada em julho deste ano, a Corte reiterou que as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras não são fabricadas pela Smartmatic.

Neste domingo (2), porém, Flávio Bolsonaro afirmou que aceitará o resultado das eleições de outubro e declarou confiar na atuação imparcial do Tribunal Superior Eleitoral.

Semana de demonstrações

Ao longo desta semana, o TSE promoverá demonstrações públicas das urnas eletrônicas, visitas guiadas, palestras e atividades educativas em parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país.

Nesta segunda-feira, a Corte realizou, pela primeira vez, uma apresentação pública da abertura de uma urna eletrônica para estudantes do ensino médio do Distrito Federal, como parte da programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.

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