Dólar
R$ 5.13 Subiu
Euro
5.958 Subiu
Brasília
19°C 27°C 18°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

malária menor número de casos
Medicamento foi incorporado ao SUS e passou a ser ofertado em 2024. Foto: Prefeitura de Porto Velho
VIDA

Brasil tem menor número de casos de malária em 47 anos

Primeiro país do mundo a usar tafenoquina contra a doença

O Brasil registrou, em 2025, o menor número de casos de malária contraídos no território nacional desde 1978: 118.037, uma redução de 15% em relação a 2024. As mortes pela doença caíram 30%, de 56 para 39, e os casos da forma mais grave recuaram 30,7%. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (17) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

O resultado é fruto de uma decisão política que só o Estado pode tomar: incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a tafenoquina, medicamento inovador em dose única que atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença. Incorporada em 2023 e ofertada a partir de 2024, a tafenoquina já foi utilizada por mais de 33,7 mil pessoas até junho de 2026 — sendo 3.920 tratamentos registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história. Em 2025, tivemos uma redução de mais de 50% dos óbitos por malária e registramos o menor número de internações pela doença, com 39 pessoas internadas. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina ao tratamento da malária”, afirmou Padilha.

A saúde que chega a quem mais precisa

A inovação simplifica o tratamento, amplia a adesão e reduz as recaídas, especialmente em comunidades de difícil acesso, como as indígenas. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil.

Desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em formulação pediátrica, para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento. A formulação pediátrica está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs, e mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar o medicamento.

O SUS que a direita quer destruir

O contraste com o desgoverno anterior não poderia ser maior. Enquanto o bolsonarismo tentava acabar com o SUS, negociava a privatização da saúde e tratava a ciência como inimiga, o governo Lula incorpora medicamentos inovadores, expande o diagnóstico, oferta testes e trata a saúde como direito — e não como mercadoria.

Os avanços fazem parte do programa Brasil Saudável, coordenado pelo Ministério da Saúde e que envolve 14 ministérios, com a meta de eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030. Entre as certificações obtidas estão a eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025.

Malária é doença de pobre. É doença de quem vive na Amazônia, de ribeirinho, de indígena, de trabalhador do campo. E é exatamente aí que o SUS, com o Estado presente, faz a diferença. Enquanto o mundo discute lucro, o Brasil prova que saúde pública, ciência e inovação salvam vidas — e derrubam uma doença que matava há décadas. Primeiro país do mundo a usar tafenoquina: é assim que se governa para o povo.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57