Nikolas espalha mentira e fascistas vão atrás de Ana Elisa

Deputada federal eleita pelo PT-MG está sob ameaça de morte após ser caluniada nas redes

Por Frente Livre
ameaças Ana Elisa
A deputada federal eleita, Ana Elisa (PT-MG), passou a receber ameaças de morte e estupro a cada dois minutos no Twitter, depois do post falso de Nikolas Ferreira. Foto: Gabriel Paiva

A deputada federal eleita mais jovem da história do Brasil, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, desativou a conta no X após receber ameaças de morte e de estupro a cada dois minutos. Ela responsabiliza diretamente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pela escalada do ódio. Nikolas compartilhou um post falso, atribuído a ela, em que ela defenderia o fechamento de igrejas. A publicação é uma montagem.

O post falso e a onda de ódio

Ana Elisa, eleita com 524 mil votos, a segunda mais votada de Minas Gerais, afirmou que os ataques explodiram depois da publicação de Nikolas. “Acontece que agora, com as postagens do deputado federal Nikolas Ferreira, eu estou sofrendo mais ameaças de morte”, disse. “A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro.”

“Eu estou totalmente vulnerável. Eu, por enquanto, não tenho uma força-tarefa de segurança.”
“Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajada e tentando defender o que acha melhor para o país.”

A equipe da deputada afirma que a mensagem sobre fechamento de igrejas é uma montagem, forjada em outubro de 2022, quando ela tinha 17 anos, e que não aparece no histórico da conta dela. A assessoria anunciou perícia para comprovar a falsificação e ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a diplomação de Nikolas. “Vou mandar pro TSE, porque fake news é crime eleitoral”, declarou.

 

 

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O histórico de Nikolas

Não é a primeira vez que Nikolas recorre à mentira para se defender. Em setembro, quando foi flagrado em áudios pedindo ajuda ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, Nikolas compartilhou um laudo falso atribuído à Polícia Federal (PF), gerado por inteligência artificial, que dizia não haver crime nas conversas. A PF negou a autoria do documento. O caso virou alvo de pedido de inquérito e pode deixá-lo inelegível.

 

>>Todas as notícias sobre Nikolas Ferreira e sua ligação com o Banco Master e Daniel Vorcaro

 

Vorcaro, por sua vez, é o retrato do que Nikolas defende. A Polícia Federal aponta o ex-banqueiro como líder de uma organização criminosa que mantinha uma milícia privada, batizada de “A Turma”, para ameaçar, monitorar e intimidar adversários e jornalistas. O comparsa Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, era o operador da milícia. O pai de Vorcaro, Henrique, liderava o grupo. Além das fraudes financeiras e contábeis bilionárias que derrubaram o Master, o banqueiro oferecia garotas de programa a figurões do Congresso e do governo Bolsonaro. A proximidade de um autoproclamado evangélico com esse personagem é, por si só, uma afronta moral. Ou um atestado de cinismo e hipocrisia.

O ódio que mata

Ana Elisa, mulher negra, recebeu em 5 de setembro, em plena campanha eleitoral, um e-mail de um autor que se diz supremacista branco, com ameaças de morte, estupro e racismo.

O texto exato enviado a ela: “nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar ‘o povo’ vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você.”

“Estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira.”

O Ministério da Justiça acionou a Polícia Federal, que investiga uma rede que atua para silenciar a deputada. A violência política de gênero cresceu 11 vezes entre 2022 e 2026. Nikolas alimenta o fogo. O Brasil assiste.

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