O dólar comercial fechou esta segunda-feira (5) em alta de 0,63%, cotado a R$ 5,689, após volatilidade marcada por dados econômicos positivos dos EUA e expectativas sobre decisões de juros no Brasil e exterior. Paralelamente, o Ibovespa caiu 1,22%, pressionado pelo tombo de até 3,73% nas ações da Petrobras após anúncio da OPEP+ de aumento na produção petrolífera global.
A disparada do dólar ocorreu após a divulgação de dados que mostram a economia norte-americana mais aquecida do que o esperado, reduzindo as chances de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste semestre. Paralelamente, o Ibovespa foi arrastado para baixo principalmente pelas ações da Petrobras, que atingiram seus menores patamares desde agosto do ano passado após a OPEP+ anunciar aumento na produção de petróleo, pressionando os preços internacionais do barril.
1. No Mercado Cambial
- Cenário internacional:
- Dados do setor de serviços dos EUA (ISM não-manufatureiro) superaram expectativas em abril
- Mercado reduz apostas em corte de juros pelo Fed antes do 2º semestre
- Efeito no Brasil:
- Dólar reverteu queda matinal (R$ 5,63) após divulgação dos indicadores
- Fluxo cambial reflete aversão a risco em economias emergentes
2. Na Bolsa de Valores
- Petrobras:
- Queda de 2,81% (ordinárias) e 3,73% (preferenciais)
- Motivo: Decisão da OPEP+ de elevar produção mesmo com Brent a US$ 60
- Cenário local:
- Focus projeta Selic a 14,75% após Copom
- Setor financeiro liderou perdas (Itaú -1,5%, Bradesco -2,1%)
[DETALHES]
Comparativo de Movimentações
| Indicador | Variação (5/05) | Fatores Determinantes |
|---|---|---|
| Dólar comercial | +0,63% (R$5,689) | Fortalecimento do USD global |
| Ibovespa | -1,22% (133.491) | Queda da Petrobras e setor financeiro |
| Brent | -3,1% (US$60) | Aumento da produção da OPEP+ |
| Juros futuros (EUA) | +0,15 p.p. | Adiamento esperado de cortes pelo Fed |
Próximos Eventos
- 7/05: Decisões de juros do Fed e do Copom
- 10/05: Dados de inflação nos EUA (CPI)
[ENTENDA O EFEITO DOMINÓ]
Como a OPEP+ afetou o Brasil







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