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GEOPOLÍTICA

Brasil ativa a Lei de Reciprocidade e prepara reação à taxa Trump-Bolsonaro

Governo Lula regulamenta legislação e comitê liderado por Alckmin traça planos firmes para defender o Brasil da ofensiva ideológica dos EUA

Para proteger a economia e a justiça social de ataques externos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na última segunda-feira, o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade. Publicada no Diário Oficial da União (15), a medida é resposta direta à tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros, uma ação que transcende a economia para a ideologia e interferência política.

A Lei da Reciprocidade, aprovada em abril, detalha procedimentos para o Brasil aplicar contramedidas ágeis e proporcionais. O decreto prevê ritos administrativos que garantem reação “com rapidez e proporcionalidade” a medidas unilaterais, preservando a via diplomática. Sem citar os EUA, a mensagem é clara: o Brasil não tolerará ataques infundados ou interferências em seus assuntos internos.

Paralelamente, o governo Lula formalizou um comitê interministerial. A frente avaliará impactos econômicos da tarifa e definirá estratégias com o setor privado. Presidido por Geraldo Alckmin, o colegiado conta com ministros-chave e representantes da Agricultura. Sua primeira reunião (15) visa mapear danos e articular respostas. Empresários estratégicos reforçam que a ofensiva atinge a economia nacional, impactando etanol, carne e manufaturados. É uma luta coletiva em defesa dos direitos de todas e todos.

A medida de Trump não é apenas econômica; revela escalada diplomática preocupante, investindo contra a autonomia de nossas instituições. A Casa Branca, via publicação oficial, veiculou falsas acusações: STF e Lula cerceariam liberdade de expressão e comércio. Essa narrativa reproduz o discurso bolsonarista sobre suposta perseguição ao ex-presidente (réu por tentativa de golpe de Estado). Darren Beattie afirmou que Trump “impôs consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula”, afrontando nossa soberania e endossando pautas antidemocráticas e fascistas.

É fundamental reiterar: o julgamento de Jair Bolsonaro obedece ritos constitucionais, pautado por provas e lei, garantindo a defesa da democracia. Vincular tarifas à defesa de político investigado por atos golpistas escancara a motivação ideológica e antidemocrática, violando princípios comerciais. A Lei da Reciprocidade é instrumento legítimo de defesa contra “medidas extraordinárias e extemporâneas adotadas de forma unilateral”, conforme o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

A politização explícita ficou nítida na entrevista de Kevin Hassett, assessor econômico de Trump, no canal ABC. Ele alegou que decisões do Judiciário brasileiro, especialmente o julgamento de Bolsonaro, representavam “uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”. Confrontado com superávit comercial dos EUA com o Brasil, perdeu-se em evasivas, revelando a fragilidade vergonhosa dos argumentos. A confissão informal de que a política comercial serve como instrumento de pressão política fortalece a posição brasileira, expondo a má-fé e a agenda da extrema-direita.


Fonte: Portal Vermelho

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