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ECONOMIA

BC oficializa rombo no BRB após operação para salvar o Master

Ibaneis ordenou o resgate que comprometeu o patrimônio do banco público do Distrito Federal

O Banco Central (BC) oficializou o que o mercado temia: o Banco de Brasília (BRB) está em situação patrimonial crítica. Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, uma carta do BC foi enviada ao banco estatal exigindo uma capitalização para cobrir o rombo deixado por transações financeiras com o Banco Master. A comunicação é a prova de que a operação para salvar o banco de Daniel Vorcaro, comandada pelo governador Ibaneis Rocha, contaminou as contas públicas.

Os números revelam a dimensão do desastre. A partir do balanço publicado em 2024, já se sabe que os R$ 16,7 bilhões injetados pelo BRB no Master correspondem a 60 vezes o lucro líquido do ano. Mais que isso, é a concentração de 27% de seus ativos totais somente no “parceiro” pertencente ao agora preso banqueiro Daniel Vorcaro.

Esses números demonstram que o BRB comprometeu uma parcela substancial de sua estrutura patrimonial em uma única operação, violando não apenas os limites regulatórios de exposição a um único cliente, mas também princípios básicos de prudência bancária.

O fato de a operação representar 4,5 vezes o patrimônio líquido do banco significa que, em um cenário de perda total, o BRB estaria tecnicamente insolvente, necessitando de uma recapitalização massiva por parte do GDF.

Uma operação deliberada, não um mau negócio

Isso não foi um erro de avaliação. Foi uma operação política deliberada. A prova mais contundente está no depoimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, à Polícia Federal. Ele afirmou que alertou pessoalmente o governador Ibaneis Rocha sobre os riscos “reputacionais e financeiros” da aquisição do Master, um banco já conhecido por suas práticas fraudulentas.

Segundo Costa, Ibaneis não apenas ignorou os alertas, como deu a ordem para que o negócio prosseguisse. A tentativa de salvar o banco de Daniel Vorcaro não era uma opção de mercado, era uma determinação do Palácio do Buriti.

Obstrução e a conta para o povo

Com o avanço das investigações, a conduta de Ibaneis se tornou ainda mais suspeita. O governador chegou a ir à Justiça para tentar anular um inquérito que mirava sua chefe de gabinete, Valéria Monteiro, peça-chave em suas articulações.

O resultado da “Operação Ibaneis” é um buraco que será pago pelo povo. Estima-se em pelo menos R$ 4 bilhões o tamanho do rombo a ser coberto. São recursos que deixarão de ser investidos em escolas, hospitais, segurança e no pagamento de salários dos servidores do Distrito Federal. O resgate fracassado do Master se transformou em uma ameaça direta aos serviços públicos da capital.

A carta do Banco Central é apenas a formalidade. Ela oficializa o prejuízo de uma operação que nasceu com o DNA da fraude. A questão agora é saber se a Justiça terá a coragem de investigar quem deu a ordem para que um banco público fosse sacrificado para salvar os amigos do rei.

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