A aliança neofascita (EUA e Israel) lançou novos ataques contra instalações petroquímicas no Irã nesta segunda-feira (6), ampliando uma escalada que já atinge infraestrutura civil e empurra o Oriente Médio para um cenário de confronto mais amplo. Os bombardeios ocorreram um dia antes do prazo “imposto” por Donald Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz ou, nas palavras do presidente neofascista norte-americano, enfrente o “inferno”. Hoje, EUA e Irã rejeitaram a proposta de cessar-fogo de 90 dias apresentada pelo Paquistão.
O alvo principal dos neofasictas foi o complexo petroquímico de South Pars, em Asaluyeh, no sul do Irã, considerado o maior do país. A imprensa iraniana relatou apagões e paralisação da produção nas instalações de Jam e Damavand, além de ataques ao complexo de Marvdasht, operado pela Shiraz Petrochemical Company. Israel afirmou ter atingido “o maior complexo petroquímico do Irã”, responsável por cerca de 50% da produção petroquímica nacional.
Escalada sobre infraestrutura civil
A ofensiva não veio sozinha. No domingo, Trump ameaçou bombardear usinas de energia e pontes iranianas, ao mesmo tempo em que pressionava pela abertura do Estreito de Ormuz e pela aceitação das condições impostas por Washington. A retórica é de intimidação aberta: tratar infraestrutura vital como alvo militar e converter uma disputa geopolítica em punição coletiva.
O Irã respondeu com um ataque à zona industrial de Neot Hovav, no deserto de Neguev, após ações anteriores contra instalações energéticas e petroquímicas ligadas aos Estados Unidos no Golfo. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que qualquer agressão contra alvos não militares seria respondida com ataques recíprocos aos interesses do inimigo em toda a região.
Diplomacia esvaziada, guerra ampliada
A recusa de um cessar-fogo de 90 dias por Washington e Teerã confirma que a diplomacia foi empurrada para a margem enquanto a guerra de infraestrutura avança. Em vez de reduzir danos, as potências caminham para ampliar os custos sobre trabalhadores, consumidores e povos da região.
A lógica é brutal e conhecida: quem controla rotas, energia e bombas tenta impor sua vontade pela força. O resultado é sempre o mesmo — mais destruição, mais instabilidade e mais um capítulo da velha política imperial de fabricar caos para preservar domínio.






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