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Aumento de 30% nos casos de SRAG alerta para riscos de infecções respiratórias graves no inverno

Com o início do inverno, a circulação de vírus respiratórios cresce, aumentando os casos graves e alertando para a importância da vacinação

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) registrados nas primeiras 24 semanas de 2025 foram 30% superiores aos do mesmo período de 2024, aumentando a preocupação para o inverno, que começou oficialmente na sexta-feira (20). Esse aumento no número de infecções se deve ao agravamento das condições para a propagação de vírus respiratórios, especialmente em um período em que as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados. Durante o inverno, as infecções respiratórias se tornam mais comuns devido à proximidade das pessoas em locais como escritórios e transportes públicos, favorecendo a transmissão de doenças.

De acordo com a infectologista Silvia Fonseca, as baixas temperaturas e o tempo seco deixam as vias respiratórias mais vulneráveis, tornando-as mais suscetíveis a infecções. A especialista destaca ainda que o vírus influenza, causador da gripe, é mais transmissível e replicável em temperaturas mais baixas, o que contribui para a alta de casos graves.

Segundo dados do Boletim Infogripe da Fiocruz, mais de 103 mil casos graves de SRAG já foram registrados em 2025, com cerca de 53 mil testando positivo para vírus respiratórios, especialmente o influenza A e B. O aumento significativo na incidência de influenza foi notado entre maio e junho, alcançando mais de 40% dos casos de SRAG.

Entre as quase 3 mil mortes causadas por SRAG em 2025, mais de 50% ocorreram após infecção por gripe, e essa proporção sobe para 74,6% nas últimas quatro semanas. Silvia Fonseca alerta que, embora a gripe seja muitas vezes considerada uma doença leve, ela pode evoluir para quadros mais graves, como insuficiência respiratória e infecções pulmonares, especialmente em idosos e pacientes com doenças crônicas.

A vacinação anual continua sendo a principal medida preventiva contra os casos graves e óbitos por gripe. Até a sexta-feira (20), menos de 40% do público-alvo se vacinou, o que indica que há uma grande lacuna na adesão à vacinação. A vacina contra a gripe protege contra os subtipos A H1N1A H3N2 e B, oferecendo uma proteção eficaz contra os casos mais graves e fatais da doença.

Além da gripe, a covid-19 continua a representar um risco, com 30,9% das mortes por vírus respiratórios em 2025 ainda associadas ao coronavírus. Embora a incidência de covid-19 tenha diminuído, a letalidade permanece, especialmente entre idosos. Nos últimos meses, a proporção de mortes por covid entre os casos graves aumentou para 4,2%, destacando a necessidade de continuar vigilante contra a doença.

Outro vírus preocupante, especialmente para crianças, é o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa bronquiolite, uma inflamação nos pulmões que pode ser fatal, principalmente entre menores de 2 anos. A vacina contra o VSR está disponível para idosos e gestantes, com planos de incorporá-la ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do segundo semestre de 2025.

A professora Andréia Neves de Sant’Anna, especialista em enfermagem, reforça a importância das normas de etiqueta respiratória, que continuam sendo fundamentais na prevenção de infecções: evitar aglomerações, lavar as mãos, usar lenços descartáveis, e cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir. Além disso, ela destaca que repousoalimentação equilibrada e hidratação adequadas podem acelerar a recuperação.

[TOME CUIDADO]

Aspecto Inverno e Circulação de Vírus Impacto da Vacinação
Aumento de casos de SRAG 30% superior em 2025 em relação a 2024 A vacinação é essencial para reduzir casos graves
Riscos respiratórios Maior vulnerabilidade devido ao frio e tempo seco Vacinas contra gripe, covid e VSR protegem
Impacto em grupos vulneráveis  Idosos e crianças são mais afetados por infecções   Proteção contra hospitalizações e mortes

Fonte: Agência Brasil

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