O governo brasileiro colocou equipes de saúde e insumos à disposição da Venezuela, nação amiga que acaba de ser atingida por uma dupla tragédia. Enquanto terremotos de 7.2 e 7.5 na escala ritcher devastavam cidades venezuelanas na quarta-feira (24), matando ao menos 188 pessoas e ferindo outras 970, o país segue sob ataque imperialista dos EUA, com o presidente Nicolás Maduro preso e governo tentando se reconstruir com a presidente encarregada Delcy Rodriguez.
“Desde ontem pela noite, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a OPAS [Organização Pan-americana de Saúde] e Ministério da Saúde do nosso país vizinho colocando-nos a disposição para qualquer ação humanitária”, declarou o ministro.
FAB decola com ajuda humanitária
A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou um avião KC-390 que decola nesta sexta-feira (26), às 10h, da base aérea de Guarulhos, em São Paulo, com destino à Venezuela. A aeronave transporta 44 servidores e militares, além de 10 toneladas de material e uma caminhonete para operações de resgate.
A composição da equipe reflete o esforço integrado do governo federal:
- 3 servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), incluindo o coordenador Armin Braun.
- 4 servidores da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).
- 13 militares do estado de São Paulo.
- 12 militares do Paraná.
- 12 militares de Minas Gerais.
A solidariedade que falta ao Norte
Enquanto potências ocidentais torcem o nariz para a soberania venezuelana, o Brasil reafirma o princípio da não intervenção e da cooperação entre povos irmãos. A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), já atua no país caribenho na resposta ao terremoto. O chefe da instituição, Jarbas Barbosa, afirmou que a entidade está trabalhando com as autoridades locais para atender às necessidades urgentes.
Até o momento, dados oficiais registram 188 mortos e 970 feridos, mas projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) indicam que o número de vítimas pode chegar a dezenas de milhares, com perda econômica estimada entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano. Um desastre que, somado ao bloqueio econômico imposto por Washington, torna a situação ainda mais grave para a população.
Lula e a diplomacia da solidariedade
A ação do governo Lula reforça o compromisso histórico do Brasil com a integração sul-americana e a defesa da soberania dos povos. Enquanto os EUA insistem em sequestrar presidentes e impor sanções que matam pela fome e pela falta de remédios, o Brasil oferece o que tem de melhor: equipes médicas, insumos e a mão estendida de um vizinho que respeita a autodeterminação alheia.
Líderes de todo o mundo manifestaram solidariedade à Venezuela, mas poucos podem oferecer a ajuda concreta que o Brasil está pronto para dar. Enquanto o imperialismo tenta enterrar a Revolução Bolivariana sob escombros econômicos, o Brasil mostra que a verdadeira força de uma nação se mede pela capacidade de estender a mão — e não pela capacidade de destruir.





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