A corrente comercial entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2025, um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Amcham Brasil. O desempenho contrasta com a política protecionista do governo Trump, que impôs tarifas de 10% sobre produtos brasileiros (exceto aço e alumínio, taxados em 25%).
Paradoxo comercial:
– Os EUA registraram superávit de US$ 654 milhões no comércio com o Brasil no período.
– Setores em alta nas exportações brasileiras:
– Sucos (+74,4%)
– Carne bovina (+111,8%)
– Café não torrado (+34%)
– Importações de manufaturados dos EUA subiram 89,2% (máquinas, medicamentos, petróleo).
Risco à relação bilateral:
Apesar do recorde, analistas alertam que as tarifas de Trump podem:
- Reduzir o fluxo comercial no médio prazo
- Estimular o Brasil a diversificar parceiros (China, UE, Ásia)
- Provocar retaliações via nova Lei de Reciprocidade brasileira
Opinião de especialistas:
Marcelo Fernandes (UFRRJ) avalia que a política trumpista é “um tiro no pé”:
“Os EUA têm déficit comercial estrutural há 50 anos. Não se resolve isso com medidas abruptas.”
“Trump joga para sua base radical, mas setores produtivos norte-americanos pressionarão por ajustes.”
Cenário futuro:
– O Brasil adotou postura diplomática discreta, evitando confronto direto.
– A exceção para eletrônicos chineses (anunciada por Trump) sinaliza possíveis recuos.
– Commodities brasileiras seguem como tema sensível, dependendo da oscilação de preços globais.
Fonte: Portal Vermelho






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