Enquanto o imperialismo estadunidense mantém o presidente Nicolás Maduro sequestrado e tenta desestabilizar a Venezuela, o Brasil mostra na prática o significado da solidariedade entre povos irmãos. Neste domingo (28), decola da Base Aérea de Guarulhos (SP) o quarto voo de ajuda humanitária brasileiro para Venezuela, arrasado por terremotos de 7.2 e 7.5 na escala ritcher na última quarta-feira (24). A aeronave transporta 35 bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais, que vão reforçar as equipes de busca e resgate que já atuam no município de Vargas, em La Guaira, uma das regiões mais devastadas.
A missão brasileira, coordenada pelo diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun, já apresenta resultados concretos. Apesar das dificuldades logísticas, as equipes resgataram pelo menos duas pessoas com vida e trabalham no resgate de uma criança soterrada sob os escombros. Até o momento, as autoridades confirmam 1.430 mortos, 3.238 feridos e aproximadamente 4 mil pessoas desaparecidas.
A maior operação humanitária brasileira
O primeiro voo partiu na sexta-feira (26) com 44 profissionais, entre bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, especialistas da Defesa Civil e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A aeronave também levou seis cães farejadores e equipamentos de busca e resgate.
No sábado (27), um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) partiu da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha, 48 militares e 100 purificadores de água com painel solar — cada um capaz de tratar cinco mil litros por dia. Ainda no sábado, um terceiro voo levou cinco kits de calamidade com 111,8 mil medicamentos e insumos, incluindo antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, ataduras, gazes, seringas e luvas — quantidade suficiente para atender 1,5 mil pessoas durante um mês, sem comprometer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).
Papa Leão 14 clama por solidariedade
Enquanto o Brasil age, a comunidade internacional é chamada a refletir. O papa Leão 14 manifestou publicamente seu pesar pelas consequências da tragédia durante o encerramento de uma reunião com o Colégio de Cardeais.
“Gostaria de expressar minha solidariedade às irmãs e irmãos venezuelanos afetados pelos recentes terremotos, que causaram inúmeras vítimas e feridos, além de enormes danos materiais. Enquanto rezo ao Senhor pelo descanso eterno dos falecidos, renovo minha proximidade espiritual com seus familiares, com os feridos e com todos aqueles que foram atingidos por essa tragédia”, declarou o pontífice.
Dom José Luis Azuaje Ayala, presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, também fez um apelo, pedindo orações e insistindo na necessidade de acelerar as buscas por aqueles que ainda podem estar presos sob os escombros.

Papa Leão 14, no Colégio de Cardeais: “minha solidariedade às irmãs e irmãos venezuelanos”. Foto: Vaticano
Ajuda humanitária Brasil Venezuela
No sábado (27), uma criança de 11 anos e uma idosa de 80 anos foram retiradas com vida dos escombros pelas equipes de resgate — um feito heroico em meio à devastação. Enquanto o governo brasileiro, sob a liderança de Lula, continua mobilizando recursos e pessoal, a Venezuela enfrenta não apenas a tragédia natural, mas a ausência de seu presidente, sequestrado pelos EUA, e a vice-presidente Delcy Rodríguez no comando.
O Brasil mostra que a verdadeira grandeza de uma nação se mede pela mão que estende, não pelo punho que aperta.





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