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GEOPOLÍTICA

Brasil vai reverter taxação absurda dos EUA, avisa Alckmin

Enquanto o governo Lula defende a nação contra imposições unilaterais e pautas antidemocráticas, medidas progressistas avançam para garantir justiça social e um futuro mais equitativo para todos

O governo federal brasileiro intensifica esforços para reverter a imposição de tarifas comerciais sobre as exportações do Brasil aos Estados Unidos, anunciada na última quarta-feira por Donald Trump. A medida, que representa um claro ataque à soberania econômica brasileira, está sendo veementemente contestada pelas autoridades nacionais, que a classificam como infundada e prejudicial aos interesses coletivos.

Em um pronunciamento firme, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, deixou clara a posição do Brasil. “Nós vamos trabalhar para reverter isso, porque não tem sentido essa tarifa. Ela, inclusive, prejudica também o consumidor norte-americano. Nós entendemos que ela é inadequada, ela não se justifica. Vamos recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC)”, afirmou Alckmin. A declaração foi feita após a inauguração do Novo Viaduto de Francisco Morato, em São Paulo, evidenciando a prioridade do governo em defender o desenvolvimento nacional e os direitos coletivos diante de ações unilaterais que desestabilizam o comércio global.

A reação do governo brasileiro inclui a articulação com o setor privado e a análise da aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica. Sancionada em abril, esta legislação permite a suspensão de concessões comerciais e de investimentos, além de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual, em resposta a medidas unilaterais que impactem negativamente a competitividade brasileira. Esta estratégia demonstra o compromisso do Brasil em proteger sua economia e seus cidadãos de imposições injustas, reforçando a importância de um ambiente comercial estável e previsível.

Alckmin reiterou a falta de justificativa para as tarifas, destacando a relação comercial favorável aos Estados Unidos. “Os Estados Unidos têm conosco superávit na balança comercial, tanto de serviços quanto de bens. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm déficit na sua balança. E o Brasil e os Estados Unidos têm uma integração produtiva. Nós temos 200 anos de amizade com os Estados Unidos. Então, não se justifica e o mundo econômico precisa de estabilidade e de previsibilidade”, pontuou o ministro, sublinhando que a ação de Trump não se baseia em fundamentos econômicos sólidos, mas em uma agenda política de desestabilização.

Ainda mais alarmante é a justificativa apresentada pelo líder norte-americano para a tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, que entrará em vigor a partir do dia 1º de agosto. Em uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump invocou o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. A narrativa de Trump distorce a realidade e ataca a soberania jurídica brasileira, ao citar supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e a violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”, referindo-se a ordens do STF contra apoiadores de Bolsonaro que residem nos EUA.

Em um trecho da carta, Trump escreveu: “A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar imediatamente!”. Esta postura revela uma clara tentativa de interferência em assuntos internos do Brasil e um alinhamento com pautas antidemocráticas, que visam minar as instituições e os direitos conquistados pela sociedade. A defesa da democracia e o combate ao fascismo são pilares essenciais para a justiça social e o avanço coletivo, e a reação de Trump apenas reforça a necessidade de vigilância constante.

Em contraste com essa agenda de retrocessos e ataques externos, o governo brasileiro segue com medidas progressistas que visam beneficiar a população e promover a justiça social. Alckmin lembrou o início da aplicação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) zero para o carro sustentável, uma iniciativa anunciada pelo presidente Lula na última semana.

Esta medida retira o imposto do valor dos carros de entrada, tornando-os mais acessíveis e estimulando a transição para uma mobilidade mais verde. “Isso pode reduzir o preço do carro de entrada em R$ 10.000, R$ 12.000. É uma medida importante que ajuda a população a ter acesso àquele carro mais barato e sustentável, um carro que não polui. Privilegia a eficiência energética, a questão da sustentabilidade e também é social”, disse Alckmin, enfatizando o caráter altruísta e coletivo da iniciativa.

O decreto, assinado pelo presidente Lula, abrange veículos compactos produzidos no Brasil e com alta eficiência ambiental, integrando o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Lançado no ano passado, o Mover busca a descarbonização da frota automotiva do país por meio de incentivos fiscais, especialmente em relação às alíquotas do IPI. Para usufruir do IPI zero, os veículos devem atender a rigorosos requisitos, demonstrando o compromisso do governo com a sustentabilidade e a inovação.

Fonte: Agência Brasil

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