O Novo CAGED divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego traz números que deveriam calar a boca de qualquer um que ainda repete que “o Brasil não funciona”. O mercado formal criou 921.645 empregos no primeiro semestre de 2026. O saldo de junho foi de 145.161 novos postos de trabalho. O estoque total de vínculos formais no país ultrapassou 48 milhões. É o maior patamar da história.
Isso importa porque destrói a narrativa predileta da extrema direita: a de que o país está em ruínas, que ninguém consegue emprego e que o governo Lula fracassou na economia. Os dados são frios e não mentem. Nos últimos 12 meses, foram criados 963.921 novos postos — crescimento de 2,1%. Em seis meses, quase 1 milhão de brasileiros saíram da informalidade e conquistaram carteira assinada.
O contexto é de recuperação consistente em todos os setores da economia. Em junho, os cinco grandes grupamentos tiveram saldo positivo. O setor de Serviços liderou com 74.514 vagas. A Construção Civil cresceu 5,73% no semestre, gerando 168.962 postos — com destaque para obras de infraestrutura, que criaram 64.793 empregos. A Indústria adicionou 143.442 vagas. A Agropecuária, 40.853. O único setor com saldo negativo no acumulado do ano foi o Comércio, com redução de 3.514 postos — um número marginal diante do quadro geral.
O dado mais simbólico é o perfil de quem está sendo contratado. A juventude até 24 anos respondeu por 86,4% das vagas geradas em junho — 125.430 postos para jovens. Pessoas com ensino médio completo foram as mais beneficiadas, com 109.255 colocações. O salário médio real de admissão subiu para R$ 2.404,34, valor superior ao de maio e 1,2% acima de junho do ano anterior. O trabalhador brasileiro não está apenas conseguindo emprego — está conseguindo emprego um pouco melhor pago.
A distribuição geográfica também é relevante. Em 25 dos 27 estados houve criação de vagas. São Paulo liderou com 34.981 postos em junho, seguido por Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856). Os únicos que registraram queda foram o Espírito Santo, por causa da safra de café, e Tocantins, com uma variação insignificante de -115 postos.
A extrema direita que passou anos destruindo o Estado, contingentando verbas e entregando patrimônio público agora precisa explicar por que o país cresce emprego sob um governo que investe em infraestrutura, recupera o BNDES como motor de desenvolvimento e coloca o trabalhador no centro da política econômica. A resposta é simples: porque Estado funciona quando é governado por quem acredita nele.





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