Meta vai reponder na Justiça por ser cabo eleitoral da direita

Campanha do presidente Lula cria canal para receber denúncias da censura digital

Por Frente Livre
censura Meta
Aliada a Donald Trump nos EUA, empresa dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp está favorecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro e prejudicando a do presidente Lula. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A maior plataforma de redes sociais do mundo foi levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusada de censurar o campo popular e operar como cabo eleitoral da extrema direita. A coligação Brasil Pronto Pra Mais denuncia que a Meta restringe o alcance das publicações de Lula e de seus apoiadores enquanto impulsiona, de forma artificial, os perfis que trabalham pelo adversário. A campanha de Lula criou o canal Censura Digital para reunir as denúncias. Está havendo censura no Brasil.

A plataforma que escolheu um lado

Os advogados Gean Ferreira e Evelyn Santos são diretos:

“A entrega de conteúdos da plataforma é seletiva. De um lado, os conteúdos do candidato Luiz Inácio Lula da Silva e de seus apoiadores sofrem restrições de entrega sem qualquer justificativa ou transparência. Por outro lado, perfis que atuam como cabos eleitorais da candidatura adversária de Flávio Bolsonaro, a exemplo do deputado Nikolas Ferreira, recebem um alcance desproporcional e artificial.”

Não é teoria da conspiração. Os documentos do processo mostram que a Meta admitiu ter desativado indevidamente a conta de anúncios da campanha de Lula em 23 de setembro, errado a contagem de visualizações dos Reels em 7 de outubro e mantido sete contas que violavam suas regras. “Falhas técnicas”, diz a empresa — as mesmas “falhas” que só atingem um lado.

A IA que escolheu o inimigo

O cinismo tem nome: Meta AI. A ferramenta de inteligência artificial da empresa recusou criar banners com o nome do presidente Lula, mas gerou imagens associadas ao nome de Flávio Bolsonaro. A Meta, em nota, diz que “proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”. A proibição, porém, só funcionou contra o candidato do povo.

O tribunal que dorme

Enquanto a Meta joga contra Lula, o mesmo TSE que a campanha aciona é o que censura o campo popular: derrubou o canal Exército do Lula sem encontrar fake news e suspendeu o jornal do sindicato dos petroleiros. Contra a plataforma que manipula a eleição, a resposta é um pedido de recomposição em dobro do alcance perdido — e a promessa de levar o caso à Organização dos Estados Americanos (OEA) e ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

A pergunta que fica é simples: quanto tempo mais o algoritmo vai decidir eleição no Brasil? A Meta escolheu o lado do dinheiro e da extrema direita. O povo, em 25 de outubro, escolhe se aceita. A censura digital tem dono, tem método e tem nome. E agora, finalmente, tem um processo.

Canal no whatsapp

Receba notícias da Frente Livre direto no celular.
Seguir