O ciclone extratropical que se forma nesta quinta-feira (6), associado a uma frente fria, colocou a Defesa Civil Nacional em estado de alerta. O fenômeno, chamado de ciclone bomba em razão da previsão de grandes impactos em curto período de tempo, deve afetar principalmente a Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, que está sob aviso vermelho (grande perigo) emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A previsão indica que, pelo menos até a próxima sexta-feira (7), a chuva poderá passar de 100 milímetros por dia, com ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo no estado gaúcho. Os riscos envolvem alagamentos, danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações e queda de árvores.
Também há chance de tempestade em áreas de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, além de vendaval no litoral de São Paulo e na Região Sul.
Os alertas que podem salvar vidas
Para se proteger, a população das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deve se atentar aos mecanismos de alerta da Defesa Civil Nacional: Defesa Civil Alerta, SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts. Os moradores podem enviar um SMS com o CEP para o número 40199 ou mandar um WhatsApp para (61) 2034-4611.
O Defesa Civil Alerta é a ferramenta mais moderna. O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado. Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso, com informações sobre o tipo de risco e instruções práticas de proteção.
A preparação que o desgoverno anterior não fez
Nesta quarta-feira (5), técnicos da Defesa Civil Nacional marcaram uma reunião de preparação para eventos críticos com representantes das defesas civis estaduais e municipais e de órgãos de monitoramento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. O encontro debateu as previsões para os próximos dias e alinhou ações de preparação.
O Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Defesa Civil Nacional opera em nível de alerta (laranja), atuando 24 horas por dia em esquema de plantão. A estrutura de resposta está de pé antes da chegada do fenômeno — algo que não se via no governo anterior, que tratava a crise climática como “conversa fiada” e deixava a população à própria sorte diante de tragédias como as enchentes de 2024.
Enquanto o ciclone bomba se aproxima, a diferença é clara: agora há alerta, há preparação, há equipe em plantão. O que não há é como evitar que a crise climática, alimentada por décadas de inação e negacionismo, continue cobrando a fatura do povo trabalhador.






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