A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (18), uma ampla operação nacional coordenada para desarticular as estruturas de comando e lavagem de dinheiro das principais facções criminosas do país. A ação, que cumpre 112 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão em 15 estados, representa a “segunda grande flecha” do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o crime organizado. A ofensiva ocorre na esteira da Operação Carbono Oculto, que já havia desferido um golpe histórico de R$ 1,2 bilhão no coração financeiro das organizações criminosas.
A operação atual mira diretamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), com foco no tráfico de drogas, armas e crimes financeiros. Em São Paulo, o bloqueio de contas pode atingir R$ 70 milhões, enquanto no Maranhão a justiça determinou o congelamento de quase R$ 300 milhões em bens e valores. O avanço da inteligência policial sob a gestão Lula marca um contraste absoluto com a paralisia do governo de Jair Bolsonaro (PL), período em que nada foi feito para asfixiar o patrimônio das facções, permitindo que elas se fortalecessem sem resistência do Estado.
Manobra de lesa-pátria e ingerência estrangeira
Enquanto o atual governo utiliza a soberania da inteligência nacional para desmantelar o crime, parlamentares bolsonaristas articulam nos Estados Unidos um subterfúgio perigoso: a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. A manobra é como um crime de lesa-pátria, pois visa abrir caminho para a ingerência militar estrangeira em território brasileiro sob o pretexto de combate ao terror. A estratégia é comparável à conduta de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que anteriormente agiu contra a soberania nacional ao articular tarifas internacionais que prejudicaram as exportações do próprio país.
A Polícia Federal reforça que o combate às facções exige o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), e não a entrega da autonomia nacional a potências externas. A operação de hoje, que atinge estados como Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Amazonas, prova que o Brasil possui os meios técnicos para enfrentar o crime organizado de forma independente. O governo federal mantém a estratégia de estrangulamento financeiro como prioridade, sinalizando que a era da conivência e da inação deliberada chegou ao fim.






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