A volta da bandeira verde nas contas de energia elétrica foi decisiva para segurar a prévia da inflação no início de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (23) pelo IBGE, ficou em 0,20% em janeiro, uma desaceleração em relação aos 0,25% de dezembro.
Apesar do alívio mensal, o sinal amarelo acendeu no acumulado de 12 meses: o índice chegou a 4,5%, atingindo exatamente o teto da meta de inflação definida pelo governo (3% com tolerância de 1,5 ponto percentual).
O que segurou os preços?
Dois grupos foram os principais responsáveis por puxar a inflação para baixo:
- Habitação (-0,26%): A conta de luz caiu 2,91% com o fim da cobrança extra da bandeira amarela. Foi o item individual que mais ajudou o bolso do consumidor.
- Transportes (-0,13%): As passagens aéreas despencaram 8,92% após as altas de fim de ano. Em Belo Horizonte, a tarifa zero nos ônibus aos domingos também ajudou, derrubando o custo do transporte urbano na capital mineira.
O que pesou no bolso?
Por outro lado, a comida voltou a ficar mais cara. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,31%, interrompendo uma sequência de sete meses de queda na alimentação em casa. Os vilões da feira foram:
- Tomate: +16,28%
- Batata-inglesa: +12,74%
- Carnes: +1,32%
Os combustíveis também subiram (1,25%), com destaque para o etanol e a gasolina. No entanto, a recente redução de 5,2% no preço da gasolina nas refinarias, anunciada pela Petrobras nesta semana, deve trazer alívio para o índice do próximo mês.
Fonte: Com informações da Agência Brasil






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