Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

painéis solares em Cuba
Trabalhadores instalam painéis solares vindos da China no hospital municipal de Holguín. Foto: ACN
GEOPOLÍTICA

Contra bloqueio dos EUA, Cuba instala energia solar em hospitais

Crise energética empurra ilha para alternativas próprias

Havana – A cidade de Holguín, em Cuba, está instalando painéis solares em instituições de saúde para garantir serviços vitais em meio à crise energética que atinge a ilha. Os sistemas fotovoltaicos oriundos da China já foram colocados em policlínicas, hospitais, lares de idosos e maternidades, com foco em manter o fornecimento elétrico em áreas essenciais.

A medida é mais uma resposta concreta ao bloqueio criminoso imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, que restringe acesso a combustível, equipamentos e recursos para o funcionamento normal dos serviços públicos. Diante desse cerco, a ilha busca alternativas próprias para proteger a população e assegurar atendimento em setores sensíveis como saúde, hemodiálise, gestantes de risco, crianças e idosos.

Segundo a especialista da Direção Geral de Saúde de Holguín, María del Carmen Noris Mariño, os equipamentos já funcionam em municípios como Rafael Freyre, Mayarí, Moa e na sede provincial. São sistemas de dois quilowatts, suficientes para reforçar o atendimento em unidades que não podem ficar sem energia.

Energia para manter a vida funcionando

A instalação dos painéis solares não é apenas uma solução técnica. Ela é uma forma de resistência diante de uma política de asfixia econômica que tenta estrangular Cuba há décadas. Quando Washington fecha portas para combustível, financiamento e tecnologia, a população cubana é obrigada a depender de medidas emergenciais e da solidariedade internacional para manter serviços básicos em funcionamento.

Nesse cenário, a energia solar se torna ferramenta de soberania.

Solução local contra o cerco externo

Holguín prevê instalar 153 sistemas fotovoltaicos em instituições sociais, escolas, empresas, entidades não estatais e hospitais. A meta é reforçar os serviços essenciais no território e reduzir a dependência de combustíveis cada vez mais difíceis de obter por causa das sanções.

A experiência mostra que Cuba responde ao estrangulamento econômico com planejamento, priorização social e inovação possível dentro de condições extremamente adversas.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57