Havana – A combinação de um severo embargo energético e a escassez de combustível mergulhou Cuba em um cenário de tensão interna. Após a captura do presidente da Venezuela pelos Estados Unidos, a ilha caribenha ficou sem fornecimento de petróleo, o que tem gerado apagões e insatisfação popular. Neste fim de semana, protestos na cidade de Morón, distante 400 quilômetros da capital, terminaram em vandalismo, levantando fortes suspeitas de que a Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA esteja orquestrando o caos para desestabilizar o governo cubano.
O estrangulamento da economia cubana atingiu um ponto crítico. Com a queda do governo venezuelano e a prisão de seu líder por Washington, Cuba foi submetida a um bloqueio energético implacável. O presidente de Cuba confirmou que há mais de três meses nenhum navio de combustível atraca nos portos do país. Sem poder comprar petróleo no mercado internacional, a ilha tenta sobreviver utilizando crudo nacional, gás e energia solar, mas a população já sente o peso do desabastecimento.
Vandalismo e guerra psicológica
Foi nesse cenário de vulnerabilidade que a violência explodiu. Na madrugada deste sábado (14), um grupo de moradores de Morón, na província de Ciego de Ávila, saiu às ruas para reclamar da situação elétrica e da falta de alimentos.
O que começou de forma pacífica rapidamente escalou para ataques diretos contra a sede do Comitê Municipal do Partido Comunista. Os manifestantes apedrearam o prédio, incendiaram móveis na via pública e depredaram pontos de venda. O Ministério do Interior (Minint) prendeu cinco pessoas.
A escalada repentina de violência, somada a uma onda coordenada de desinformação, aponta para o manual clássico de interferência externa. Especialistas e autoridades suspeitam que a CIA esteja aproveitando o desespero popular para fomentar uma rebelião.
A tese ganha força com a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, que anunciavam uma “opção zero” — a suspensão total do fornecimento elétrico no país neste fim de semana.






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