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VIDA

Deputados criam leis para bonecos enquanto brasileiros enfrentam filas no SUS

Propostas sobre bebês reborn revelam o surto coletivo que virou a política pública no Brasil

Duas novas propostas sobre os chamados “bebês reborn” — bonecos hiper-realistas que imitam recém-nascidos — foram protocoladas esta semana nas Assembleias Legislativas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. As iniciativas preveem desde atendimento em saúde mental para pessoas que se consideram mães ou pais desses objetos até a proibição de que os bonecos “recebam atendimento médico” no SUS. Os projetos levantam um debate urgente: onde termina o cuidado terapêutico e começa o delírio institucionalizado?

No Rio, o deputado Rodrigo Amorim (União) quer criar um programa público de saúde mental voltado a quem demonstra “vínculo materno ou paterno” com os bonecos. O projeto prevê ações com psicólogos, assistentes sociais e terapeutas para prevenir depressão, adoecimento e até suicídio entre adultos que criam laços afetivos com objetos inanimados.

Já em Minas Gerais, o deputado Cristiano Caporezzo (PL) foi na direção oposta. Propôs o PL 3.757/2025, que proíbe expressamente o uso de recursos públicos para atendimento de bonecos reborn em unidades do SUS — algo que, até o momento, ninguém havia cogitado fazer. A proposta prevê multa para unidades que infringirem a norma.

[DETALHES]

  • No Rio, projeto cria programa de saúde mental para adultos que tratam bonecos como filhos

  • Em MG, proposta proíbe que bebês reborn sejam “atendidos” no SUS

  • Ambas as medidas ignoram as prioridades da população real: saúde, segurança, educação

  • A polêmica se soma à criação do “Dia da Cegonha Reborn”, já aprovado na Câmara do Rio

[O absurdo por trás dos bonecos reborn]

  • Bebês reborn são bonecos de silicone vendidos como réplicas realistas de recém-nascidos

  • Alguns adultos os tratam como filhos, com carrinhos, berços e certidões de nascimento

  • Psicólogos reconhecem uso terapêutico pontual, mas alertam para patologização e fuga da realidade

  • Propostas legislativas revelam desconexão completa com urgências sociais

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