Jerusalém – O paradeiro do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, transformou-se no maior mistério da atual escalada militar no Oriente Médio. Após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã bombardear seu escritório em um ataque surpresa no início de março, o líder sionista desapareceu da cena pública.
A tentativa de provar que ele está vivo resultou em um vexame internacional: a divulgação de um discurso supostamente gerado por Inteligência Artificial (IA), levantando suspeitas globais sobre seu real estado de saúde ou até mesmo se sobreviveu ao ataque.
A cronologia do desaparecimento expõe a fragilidade da narrativa de Tel Aviv. No dia 2 de março, durante a 10ª fase da Operação Promessa Verdadeira 4, mísseis balísticos iranianos Kheybar atingiram em cheio o escritório de Netanyahu e a residência do comandante da Força Aérea israelense.
Imediatamente, o IRGC declarou que o destino do primeiro-ministro era “incerto”. Embora o gabinete de Netanyahu tenha se apressado em classificar a afirmação como “fake news”, a ausência física do líder desde então fala muito mais alto do que as notas oficiais.
O vídeo bizarro e o silêncio cúmplice
A crise de transparência atingiu o ápice nesta semana, quando o governo israelense tentou acalmar os ânimos divulgando um pronunciamento em vídeo. A peça, no entanto, foi rapidamente dissecada nas redes sociais. O líder do Workers Party of Britain, George Galloway, denunciou publicamente as anomalias visuais da gravação, destacando a falha grotesca dos seis dedos na mão do premiê — um erro clássico de imagens geradas por IA.
Vídeo de Benjamin Netanyahu supostamente feito com IA.
“Onde ele está? Onde está [o ministro da Segurança Nacional, Itamar] Ben-Gvir?”, questionou Galloway, apontando também para o sumiço de outras figuras-chave do regime. O político britânico escancarou ainda a blindagem promovida pela imprensa hegemônica: “Por que nenhum veículo de imprensa ocidental está fazendo essas perguntas?”.
O silêncio da mídia corporativa contrasta com o caos no terreno. A guerra não provocada, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel com o assassinato do aiatolá Seyyed Ali Khamenei, colocou o regime sionista na defensiva. Se Netanyahu está vivo, escondido em um bunker por medo da retaliação iraniana, ou se foi uma baixa fatal do bombardeio, o fato é que a máquina de propaganda de Israel precisou forjar uma normalidade digital para encobrir uma realidade de colapso.






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